Ferrari quer diminuir diferença
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de setembro de 2000
Agência Estado De Maranello, Itália 
Para Michael Schumacher, Rubens Barrichello e Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari, o carro da McLaren de Mika Hakkinen e David Coulthard está, de fato, um pouco mais veloz que o da Ferrari, mas o que faltou mesmo à equipe italiana, nas últimas corridas, foi sorte. Espero que domingo essa roda que ora gira para nós ora para eles se volte para o nosso time novamente, disse Rubinho ontem em Fiorano. Amanhã já começam os treinos livres para o GP da Itália, em Monza. A prova, a 14ª da temporada, é decisiva para Schumacher e a Ferrari.
Ninguém na Ferrari acredita que o modelo MP4/14 da McLaren seja muito superior ao F1-2000 italiano, como a imprensa vem divulgando. Eu diria que eles avançaram mais, mas nosso maior problema tem sido acertar o carro, tirar dele todo o seu potencial, comentou Schumacher.
A questão das más largadas de Schumacher tem sido tratada com tanta seriedade pela Ferrari que ontem técnicos estudavam, em Fiorano, a montagem de um sistema igual ao usado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) nas provas. A Ferrari também terá sensores de deslocamento no asfalto, no pseudo grid, bem como sistema de farol igual ao da FIA.
Outro que entrou no coro de que o que está faltando à Ferrari é sorte é Jean Todt. Na França quebrou o motor de Schumacher, nas duas etapas seguintes ele foi jogado para fora da pista na primeira volta, disse. Erramos no acerto na Hungria enquanto em Spa, há dez dias, perdemos a vitória a três voltas do fim.


