Frankfurt, Alemanha - Tudo foi muito discreto, domingo em Hungaroring, depois da conquista do sexto título seguido de cosntrutores, o 14º da Ferrari na Fórmula 1. Ontem, no entanto, na sede da equipe, em Maranello, o grupo todo celebrou um momento único na história do automobilismo.
''A base da nossa eficiência é a motivação de cada integrante da Ferrari. É direito de cada um participar não apenas do sucesso, mas das comemorações também'', afirmou Michael Schumacher, o grande responsável por mais esta conquista da equipe italiana.
E o pragmático Jean Todt, diretor esportivo da escuderia, tratou de avisar a concorrênca: ''Cada etapa é um novo desafio, o que torna as coisas interessantes. Vamos lutar o quanto pudermos para continuar vencendo.''
Apesar do domínio nas últimas temporadas, Schumacher alertou que, historicamente, a Fórmula 1 apresenta um sobe-e-desce de equipes. ''Uma hora isso vai acabar. Haverá momentos que serão difíceis para nós também, mas nossas vitórias nos dão compreensão de como superá-los'', afirmou o piloto alemão.
Schumacher, inclusive, está muito perto de outra conquista: seu sétimo título mundial de pilotos, o quinto seguido. No próximo dia 29, no GP da Bélgica, tudo o que ele necessita é ampliar de 38 para 40 pontos a diferença que o separa do companheiro de Ferrari, Rubens Barrichello. Assim, uma simples vitória, por exemplo, lhe garante o campeonato, independente do que fizer Rubinho.
Schumacher tem 120 pontos, decorrentes das 12 vitórias em 13 etapas realizadas, enquanto Rubinho soma 82. Só os dois têm chances matémáticas de serem campeões, o que garante mais uma conquista para a Ferrari.
A conquista da Ferrari rendeu mais uma leva de elogios para Schumacher. Eddie Jordan, o primeiro dirigente que deu uma chance ao piloto alemão na Fórmula 1, foi enfático. ''Temos que rezar para ele abandonar a competição. Michael faz todos nós parecermos estúpidos'', disse.

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