Ferrari pretende melhor divisão do dinheiro na F-1
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quarta-feira, 14 de maio de 2003
Agência Estado 
Spielberg, Áustria - Enquanto os austríacos demonstram grande interesse pela prova, domingo, como poucas vezes nas suas 25 edições até agora, já que será a última no país, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirma para os ingleses que o espetáculo da Fórmula 1 pode mudar de dono, se não houver uma melhor divisão do dinheiro arrecadado pelo evento: ''Gostaríamos de solucionar a questão com Bernie Ecclestone e os bancos (sócio do dirigente) até 1º de janeiro de 2004. Se isso não acontecer será ruim, mas não uma tragédia.''
Como Ecclestone já declarou que este será o último GP da Áustria, por conta da proibição da propaganda tabagista a partir de 2005, os organizadores da prova tiveram até de montar uma arquibancada extra na Remus Kurve para atender à enorme procura de ingressos. Faz frio na região da Estíria, porção final dos Alpes.
Hoje, um dia antes de os primeiros treinos livres da sexta etapa da temporada começar, com certeza os representantes das equipes estarão discutindo as declarações de Montezemolo para o Financial Times. ''A verdade é uma só, sem as montadoras eles não têm como realizar o campeonato'', afirmou. Por ''eles'' o dirigente italiano quis dizer Ecclestone e os três bancos sócios na Slec, holding que detém os direitos de explorar a Fórmula 1, Bayerische Landesbank, Lehman Brothers e JP Morgan.


