Ferrari pode ser campeã no domingo
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segunda-feira, 19 de julho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Michael Schumacher terá de esperar, provavelmente, até o GP da Itália, o 15º da temporada, dia 12 de setembro, para comemorar seu sétimo título mundial. Mas a Ferrari pode definir a conquista do campeonato dos construtores, o sexto seguido e 13º da sua história, já domingo, no GP da Alemanha, 12º do ano. ''Mais cedo ou mais tarde irá acontecer, para ser sincero. Será dificil, a esta altura, o perdermos'', afirmou Schumacher.
A Ferrari somou em 11 corridas, este ano, 174 pontos dos 198 possíveis, decorrentes de dez vitórias de Schumacher e seis segundos lugares, três terceiros, um quarto e um sexto de Rubens Barrichello. A cada etapa as equipes podem somar, no máximo, 18 pontos, dez do primeiro e oito do segundo colocado. A segunda entre os construtores é a surpreendente Renault, com 79 pontos, que este ano deixou para trás a Williams e a McLaren, assim como fez a ascendente BAR, terceira, com 67.
A diferença entre a Ferrari e a Renault é de 95 pontos. Se a Ferrari somar 13 pontos a mais que a Renault em Hockenheim, domingo, a diferença chegará a 108 pontos. Como restarão, depois, seis etapas para o encerramento do campeonato, haverá em jogo 108 pontos (18 x 6). Se a Renault vencesse tudo a partir daí, no máximo se igualaria à Ferrari em número de pontos. Mas a escuderia de Schumacher já tem dez vitórias e seria campeã pelo maior número de primeiros lugares.
Uma nova dobradinha da dupla Schumacher-Rubinho domingo, não importando a ordem, e a dupla da Renault, Fernando Alonso-Jarno Trulli, somar no máximo cinco pontos. O pior resultado possível da escuderia italiana que lhe garantiria a conquista é seus pilotos classificarem-se em segundo e quarto, mas nesse caso nem Alonso nem Trulli poderiam marcar pontos.
GP Brasil Tamas Rohonyi, promotor da corrida de Interlagos, a última do campeonato, dia 24 de outubro, não vê nenhum problema em a Fórmula 1 chegar a São Paulo com os títulos de construtores e pilotos já definidos. ''A mudança de data do GP Brasil para o fim do calendário só trouxe benefícios'', disse ontem. ''Hoje, três meses antes da prova, sem investimentos em promoção, ainda, comercializamos, pelo telemarketing, cerca de 70% dos 70 mil ingressos colocados à venda'', explicou.


