Budapeste - No GP da Hungria do ano passado a Ferrari definiu a conquista dos títulos de pilotos e de construtores, com a dobradinha Michael Schumacher em primeiro e Rubens Barrichello em segundo. Domingo, na 17 edição da prova, os italianos podem comemorar, de novo, a vitória no Mundial de Construtores, já que o de pilotos Schumacher resolveu a questão ainda no GP da França.
Para a Ferrari vencer seu quarto título entre as equipes na sequência, como a McLaren, que de 1988 a 1991 ganhou tudo, basta que a diferença para a Williams, segunda colocada, se mantenha como hoje, 65 pontos, ou mesmo seja ampliada. A Ferrari somou até agora, depois de 12 etapas, 141 pontos, diante de 76 da Williams. Como restarão depois da Hungria mais quatro provas, estarão em jogo 64 pontos, já que o máximo que cada time pode obter numa corrida é 16 pontos, 10 do primeiro lugar e 6 do segundo.
Se Schumacher ou Barrichello ganharem, a fatura estará garantida. Mas há uma série de combinações de resultados que favorecem a Ferrari. Em resumo, é simples: se Schumacher e Barrichello fizerem mais ou os mesmos pontos de Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher, a dupla da Williams, a Fómula 1 assistirá a nova festa no autódromo.
Ross Brown, diretor-técnico da Ferrari, confirmou que poderá ousar na estratégia de corrida, domingo. ''Nossa situação no campeonato nos permite isso'', afirmou. Na edição de 1994, Brown e Schumacher surpreenderam os adversários ao estabelecer três pit stops para a prova de 77 voltas. Normalmente se faz duas paradas. Apesar de na quarta-feira à noite ter caído uma chuva leve em Budapeste, como em todo o Leste europeu, que passa por dificuldades por causa da elevação do nível dos rios, o serviço de meteorologia da TV húngara previu tempo bom para o fim de semana.
O paranaense Enrique Bernoldi, da Arrows, desmentiu ontem que esteja interessado em se transferir para a IRL, onde seu patrocinador, Red Bull, investe no time de Eddie Cheever. ''É na Fórmula 1 que pretendo competir em 2003'', disse ele. Apesar de a Arrows não disputar o GP da Hungria, por falta de dinheiro, Bernoldi estará a partir de hoje no circuito. A equipe terá de pagar uma multa bastante elevada pela ausência na prova. Comenta-se que seja US$ 1 milhão.

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