A Ferrari apresenta hoje em Fiorano, sua pista particular, o carro que, pilotado por Michael Schumacher, deverá lhe permitir voltar a disputar o título de campeã do mundo. A última vez que o lendário time italiano venceu o campeonato foi em 1979, com o sul-africano Jody Schekter. E é bom que toda a equipe agora tenha acertado no projeto. Os dirigentes da Fiat, proprietária da Ferrari e responsável por um investimento anual na escuderia próximo de US$ 150 milhões, estão cansados de desculpas e exigem resultados em 1997.
O programa de apresentação do projeto 648 prevê às 10h30 local discursos do presidente da empresa, Luca de Montezemolo, do engenheiro John Barnard, do diretor esportivo Jean Todt e Michael Schumacher e Eddie Irvine, os pilotos. Está previsto ainda o primeiro teste de verificação dos vários sistemas do 648.
A primeira diferença dos demais carros da Ferrari será a sua cor. O lendário ‘‘rosso’’ continua vermelho, mas nem tanto. Depois de uma longa discussão sobre a sua tonalidade, especialistas em marketing da Ferrari e da Philip Morris, dona da marca Marlboro, chegaram a um acordo. Boa parte dos cerca de US$ 30 milhões que a Philip Morris investia na McLaren há mais de 20 anos está agora na Ferrari. E por conta dessa associação a Ferrari alterou o que talvez possuia de mais tradicional: sua cor. O vermelho da novo carro terá um tom intermediário, entre a chocante adotada na McLaren e a força do vermelho da Ferrari.

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