Boa parte dos 21 mil torcedores que estiveram ontem em Monza, no primeiro treino para o GP da Itália, vibrou como se o seu time fizesse um gol quando começou a chover na metade da segunda sessão. Em frente ao box da Ferrari, Michael Schumacher olhou para o céu carregado e abriu o mesmo sorriso exibido antes da corrida na Bélgica. ‘‘A chuva ajudará a diminuir a vantagem que a McLaren tem nessa pista’’, afirmou. Ontem, Eddie Irvine, companheiro de Schumacher, foi o melhor com 1min24s987 (244,413 km/h) enquanto o alemão ficou em segundo. O grid será definido hoje.
‘‘O que vale mesmo é amanhã (hoje) e na hora da corrida, mas me surpreendi com o bom desempenho do nosso carro, no seco e no molhado’’, disse Schumacher. A torcida - os tifosi - vibrou a cada passagem do alemão em frente aos boxes, ou quando no telão o escocês David Coulthard apareceu com sua McLaren atravessada na pista, por ter errado. Os tifosi não deram trégua: a cada entrada de box, Coulthard e Hakkinen eram vaiados ruidosamente.
Os dois pilotos da McLaren pareciam indiferentes às vaias, preferindo explicar os motivos da sua classificação, Coulthard em terceiro e Hakkinen em quinto. ‘‘Os testes da semana passada aqui nos deram uma boa idéia do acerto básico do carro, mas como choveu bastante nos últimos dias, as condições do asfalto mudaram’’, falou Hakkinen.
Rubens Barrichello reclamou dos pneus e marcou o 14º tempo ontem. Ricardo Rosset, da Tyrrell, trabalhou pela primeira vez este ano com um novo engenheiro, Steve Farrow, e de cara fez o 15º tempo. Pedro Paulo Diniz, da Arrows, deu apenas sete voltas nas duas sessões por causa de uma pane elétrica no motor.

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