A equipe Ferrari transformou o teste de ontem em Monza em um verdadeiro GP da Itália. Além da presença na pista dos pilotos titulares, Michael Schumacher e Rubens Barrichello, a escuderia italiana contou ainda nos boxes com o presidente da empresa, Luca di Montezemolo, e o diretor esportivo, Jean Todt. Todos sabem que a corrida do dia 10, próxima etapa do campeonato, é decisiva para as pretensões da Ferrari quebrar um tabu de 21 anos sem título de pilotos na Fórmula 1.
Mika Hakkinen, da McLaren, o líder do campeonato, também trabalhou ontem em Monza e admitiu: ‘‘A disputa pelo título está longe de estar definida, mas se eu conseguir vencer aqui, onde nunca fui primeiro...’’ Ele tem 74 pontos diante de 68 de Schumacher. O companheiro de Hakkinen, o escocês David Coulthard, terceiro, com 61 pontos, foi claro: ‘‘Se eu não vencer o GP da Itália estarei fora da briga.’’ Restam quatro corridas para o encerramento da temporada.
Ontem a chuva atrapalhou o dia de testes em Monza. Até as 11 horas o asfalto esteve molhado, secou e voltou a chover. Apenas no fim da tarde alguns pilotos voltaram à pista. O objetivo principal da Ferrari nos ensaios é dar a Schumacher e Rubinho maior velocidade final nas retas. Na corrida da Bélgica, dia 27, Hakkinen e Coulthard eram bem mais velozes que os pilotos da Ferrari no trechos de reta. Em Monza, esse fator é ainda mais decisivo no desempenho do carro que no circuito de Spa-Francorchamps
Zonta – O piloto paranaense Ricardo Zonta, da BAR, disse ontem que poderá correr pela Sauber ou pela Arrows no próximo ano. O brasileiro adiantou que ainda tem chances de tornar-se piloto de testes da McLaren. ‘‘Eu ficaria muito feliz com qualquer uma dessas oportunidades, já que minha temporada na BAR não tem sido tão boa. Eu não sei o que irá acontecer, meu empresário está negociando por mim’’ , afirmou Zonta.

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