São Paulo - A direção da Ferrari respondeu apenas ontem ao grupo que se revoltou durante o GP Brasil, formado pelas nove demais equipes da Fórmula 1, exigindo drástica redução no número de testes durante a temporada. Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, revelou sua proposta na reunião dos representantes dos times, em Londres: 15 mil quilômetros de testes por equipe mais 15 mil para cada fabricante de pneus, que seriam distribuídos entre seus parceiros.
Foi claro também o que acontecerá se os ''rebeldes'' não aceitarem: ''Estaremos livres para testar onde e como bem entendermos'', afirmou Todt.
Os adversários da Ferrari sabem que um dos grandes motivos de a equipe ser tão eficiente é seu programa de testes, o mais extenso e abrangente da Fórmula 1. A maior parte do desenvolvimento do carro e dos pneus é bancada pela Bridgestone, sua fornecedora de pneus.
No sábado da prova de Interlagos, dia 23, os diretores das nove demais escuderias do Mundial encaminharam um ultimato à Ferrari: apenas 24 dias de testes, do início ao fim do campeonato. Mas todos sabem que sem a sua aprovação nada será alterado. O Acordo da Concórdia, conjunto de regras que rege a Fórmula 1, exige que qualquer mudança dessa natureza conte com a aprovação de todos os times.
Foi por isso que, nesta segunda-feira, Todt declarou a respeito da proposta da Ferrari para reduzir os testes: ''Ou aceitam ou fica tudo como está.''

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