Ferrari impõe censura a Rubens Barrichello
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quinta-feira, 01 de junho de 2000
Agência Folha De Montecarlo 
A Ferrari proibiu que Rubens Barrichello fale com a imprensa logo após os treinos e corridas. A determinação começou a valer ontem, primeiro dia de treinos livres para o GP de Mônaco, previsto para domingo e é uma tentativa de esfriar a cabeça do piloto antes das entrevistas. Em Nurburgring, há duas semanas, Barrichello deixou o carro reclamando da estratégia ferrarista. A contundência das declarações chegou a tal ponto que provocou um telefonema de Luca di Montezemolo, presidente da escuderia, aos dirigentes da equipe que estavam na Alemanha.
Montezemolo assistia ao GP da Europa pela TV italiana em sua casa, em Bolonha, na Itália, e não gostou da postura que o piloto brasileiro adotou.
Assim que chegou ao caminhão da equipe, Barrichello foi convocado para uma rápida reunião pela assessoria de imprensa da Ferrari. Saiu do encontro com um discurso bem mais ameno.
O caso de Nurburgring foi o segundo em que Barrichello criticou a Ferrari após uma corrida. Em Imola, há quase dois meses, ele chegou a insinuar que o time estaria favorecendo seu companheiro, Michael Schumacher.
O piloto mais rápido ontem foi o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, com 1m21s387. Schumacher foi o segundo, a 0s999 do atual bicampeão mundial.
O alemão da Ferrari estreou ontem um novo capacete, praticamente todo vermelho, com apenas alguns detalhes em amarelo e branco. Estavam confundindo muito meu capacete com o do Rubens, e resolvi mudar. Já estava pensando nisso desde o GP do Japão do ano passado, afirmou. É que estou apaixonado pela Ferrari, disse o piloto.


