Roma - O chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, afirmou que Kimi Raikkonen e Felipe Massa começarão a temporada 2008 em condições iguais, embora o primeiro seja o atual campeão da Fórmula 1. Segundo o sucessor de Jean Todt, o status de primeiro e segundo pilotos será decidido nas pistas.
''O que conta são as regras de desempenho, que são iguais às do ano passado. A prioridade é o bem da equipe. Kimi Raikkonen e Felipe Massa partem iguais'', prometeu o italiano, que embora acredite que a próxima temporada será difícil, a Ferrari ''tem todas as possibilidades de chegar ao mesmo resultado do ano passado''. ''Estamos trabalhando com humildade e respeitamos também nossos adversários. Nosso carro é competitivo, assim como nossos pilotos'', acrescentou.
Domenicali demonstra preocupação com a evolução dos times adversários. ''Nós temos de ser muito cautelosos, porque nós tivemos maiores mudanças nas regras. Devemos pensar que todos os nossos oponentes darão um passo adiante. A McLaren segue como uma das principais rivais'', declarou Domenicali, no encontro de esqui da Ferrari, em Madonna di Campiglio, na Itália.
O dirigente não descarta também uma Renault competitiva neste ano, apesar dos problemas que os franceses enfrentaram em 2007. ''Temos de respeitar todos, inclusive a Renault, porque, no campeonato passado, eles focaram mais do que todos no desenvolvimento deste carro e agora têm Fernando Alonso''.
Espionagem
Stefano Domenicali não escapou de ser questionado sobre espionagem na Fórmula 1, assunto exaustivamente comentado na última temporada. Esperançoso de que a categoria se livre desta mancha, o novo mandatário da escuderia lembrou que isso dependerá do comportamento da McLaren.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou que deu por encerrada a polêmica depois que a McLaren fez um pedido formal de desculpas e abriu suas portas para que o desenvolvimento de seu carro de 2008 fosse investigado, de modo a garantir que não houve apropriações indevidas de informações da Ferrari.
Domenicali afirma que não quer voltar a tocar no assunto, mas que isto não depende apenas dele e de sua equipe. ''As feridas são difíceis de cicatrizar por causa do contexto no qual veio à tona. Quando seu dedo é queimado, você não se aproxima do fogo novamente até que você tenha aprendido como lidar com o vento e outras variáveis. Assim, veremos como eles (a McLaren) se comportarão'', disse.
''Acho que o que aconteceu na última temporada não foi bom para a credibilidade da Fórmula 1. O bom é que o mundo reagiu de uma boa maneira e a FIA procedeu da maneira certa. Mas estas coisas machucaram a Fórmula 1 claramente'', completou.

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