Enquanto Mika Hakkinen mede forças hoje com Michael Schumacher, no Circuito da Catalunha, em Barcelona, as equipes Williams, do bicampeão da Indy, Alessandro Zanardi, e a estreante BAR, de Jacques Villeneuve e Ricardo Zonta, testam seus carros nas elevadas temperaturas da África do Sul, em Kyalami. Hakkinen e Schumacher trabalham hoje e amanhã, ao passo que o treino da Williams e da BAR se estenderá até quarta-feira.
‘‘É assim ou nada’’, essas foram as palavras textuais do diretor esportivo da Ferrari, Jean Todt, a Schumacher, depois de as pistas de Fiorano e Mugello ficarem cobertas de neve. Todt se referia ao teste que a escuderia italiana teria de fazer em Barcelona a partir de hoje. O piloto alemão não desejava expor a seus principais adversários, Hakkinen e a McLaren, o estágio de preparação da sua equipe e o potencial no modelo F399, que ele mesmo desconhece.
Com a McLaren deste ano, Hakkinen ficou, quinta-feira, a nove décimos de segundo da marca da pole position, estabelecida por ele mesmo, do último GP da Espanha, também no circuito da Catalunha. Essa é a referência que orientará Schumacher. A Fórmula 1 este ano está mais lenta em razão dos novos pneus dianteiros, dotados de quatro sulcos e não três como em 1998.
O modelo Reynard 01 da BAR já provou nos testes de Jerez de la Frontera e de Barcelona que é um carro rápido. Resistente, não. Villeneuve e Zonta não conseguiram completar nenhuma série seguida com mais de 30 voltas sem que alguma pane se manifestasse no equipamento.

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