Ontem, depois dos treinos livres, os pilotos diziam: ‘‘O que conta mesmo é sábado, na hora da classificação.’’ Depois da sessão que definiu o grid, esses mesmos profissionais afirmavam: ‘‘O que vale é a corrida de domingo.’’ A história da Fórmula 1 foi mais escrita por quem venceu provas e campeonatos do que pelos que estabeleceram pole positions. Por isso, a vitória na etapa de abertura do Mundial, amanhã, é que soma pontos para o campeonato de pilotos e de construtores. Para a maioria dos que trabalham na Fórmula 1, não deverá haver surpresas: os pilotos da Ferrari ou da McLaren vão ganhar o GP da Austrália.
Com a diferença de 14 horas entre o horário de Brasília
e o de Melbourne, a largada da primeira corrida do ano será hoje à meia-noite. A Rede Globo transmite a prova ao vivo. ‘‘Será mais uma disputa de resistência que de velocidade’’, diz Mika Hakkinen, da McLaren. E ele sabe o que está falando: nos dois últimos anos, tanto ele quanto David Coulthard, seu companheiro, não terminaram a prova da Austrália. Desta vez, sua preocupação deve ser ainda maior, já que a McLaren não simulou com sucesso uma corrida.
Como Michael Schumacher é obcecado por ser o primeiro em tudo, coube a ele dar o primeiro grande susto da temporada. Quando faltavam dois minutos para o encerramento da segunda e última sessão de treinos livres, as TVs da sala de imprensa colocaram no ar as imagens de um carro da Ferrari capotando em alta velocidade. ‘‘Lá dentro, nessa hora, fiquei esperando por um impacto forte, o que felizmente acabou não acontecendo. O carro parou na posição normal e sai sem dificuldades de dentro’’, disse o alemão.

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