A Fórmula 1 passa por um recesso, mas a maioria das equipes já estão definidas para a temporada 2001. Todo ano a expectativa é de que mais equipes venham a lutar pelo título, mas pela movimentação dos times, mais uma vez o duelo deve ficar restrito a Ferrari e a McLaren. As duas escuderias mantiveram seus pilotos e a briga promete ser mais quente ainda dentro da McLaren. O escocês David Coulthard entende que chegou a sua hora, enquanto Mika Hakkinen vai atrás do tricampeonato.
Na Ferrari ninguém fala em outro assunto a não ser uma nova conquista em 2001. Michael Schumacher, é claro, continua sendo o centro das atenções, ainda mais depois de tirar a equipe italiana de um jejum de títulos que já durava mais de 20 anos. Quanto a Rubens Barrichello, terá que se contentar em ser seu coadjuvante. Se estiver na pista será para ajudar o alemão. Vitória, só se o parceiro abandonar a prova ou não tiver como ganhar a corrida. Resumindo: mais um ano chato para Barrichello,
Quanto às demais equipes, a expectativa maior fica para a Williams, que trouxe o colombiano Juan Pablo Montoya na esperança de tirar o time do ostracismo. Mas o problema maior não será a briga para voltar aos bons dias e sim dentro do próprio time. O alemão Ralf Schumacher disse que o colombiano teria problemas de adaptação, assim como aconteceu em 99 com o italiano Alessandro Zanardi. Montoya não gostou do que ouviu e prometeu dar o troco. Vamos ver como vai ficar a disputa dentro da pista.
Outros três brasileiros estarão envolvidos na F-1 em 2001. Pedro Paulo Diniz ainda não definiu o futuro, que pode ser mais um ano na Sauber ou rumar para a Prost Grand Prix. Se sair da Sauber, esta poderá dar uma oportunidade ao piloto de testes, o paranaense Enrique Bernoldi. Já o também curitibano Ricardo Zonta volta a ser piloto de testes na Jordan, mas sempre de olho em uma chance de poder mostrar o que sabe em um carro competitivo, já que sua passagem pela BAR não foi das melhores.
- O Brasil poderá ter um número recorde de pilotos na F-Indy no próximo ano. Senão, vejamos: Gil de Ferran e Hélio Castro Neves, na Penske; Christian Fittipaldi e Cristiano da Matta, na Newman-Haas; Tony Kanaan, na Mo Nunn; Maurício Gugelmin, na Pac West; Roberto Moreno, na Patrick; Tarso Marques, na Dale Coyne; e Luiz Garcia Jr., na Arciero. Estes nove competiram este ano e terão a companhia de Bruno Junqueira, campeão da F-3000 este ano, que vai correr pela Chip Ganassi, na vaga de Juan Pablo Montoya, e Max Wilson, que deverá fazer parte da estreante Sigma.
- Enquanto a Federação Paranaense de Automobilismo vai perdendo adeptos a cada ano e as provas já não despertam mais a atenção do público, a Federação Paranaense de Motociclismo encerra o ano com grandes eventos. Só nesta temporada foram disputados campeonatos de motocross, supercross e enduro, além da estréia do arena cross e copas regionais. Na maioria das provas o número de pilotos foi muito bom. Só falta agora a Região Norte também começar a promover eventos, principalmente no eixo Londrina-Maringá.

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