Televisões sintonizadas nos noticiários sobre os atentados nos Estados Unidos, discussões sobre como enviar para Indianápolis os equipamentos para a prova e até se seria prudente deslocar a Fórmula 1 para lá. Esses foram temas debatidos ontem no autódromo de Monza. O empresário do show, Bernie Ecclestone, foi claro: ''Devemos ir para os Estados Unidos. Caso contrário, quem poderá nos dizer quando devemos viajar?'' A Ferrari radicalizou. Além de cancelar a festa programada para a celebração dos títulos deste ano, decidiu retirar o patrocínio de seus carros. ''Faremos apenas esporte'', dizia o comunicado.
A maioria, como o diretor da Benetton, Flavio Briatore, concorda com Ecclestone, mas mostra-se mais reticente: ''Vamos correr agora aqui na Itália, depois nos Estados Unidos e em seguida no Japão. Acho que devemos ficar atentos, porém, aos episódios dos próximos dias.''
Hoje o treino livre começará às 10h50, dez minutos antes do previsto, para acabar dez minutos antes do normal, às 11h50. Ao meio dia, toda a Fórmula 1 irá para a reta dos boxes e cumprirá um minuto de silêncio em reverência às vítimas dos atentados em Nova York e Washington.
O discurso de Michael Schumacher foi semelhante: ''Devemos de todas as formas pensar em medidas que possam evitar novas ações dessa natureza.'' Ele mostrou-se bastante reflexivo ao abordar a questão. ''É difícil encontrar expressões que definam o que senti naquela situação.'' Como quase todos pensam, a saída é, segundo o piloto alemão, ''continuar fazendo o que se fazia antes.''
Michael viajará aos Estados Unidos com o seu próprio avião, diferentemente da maioria dos colegas, que se deslocará em vôos de carreira, desde que o espaço aéreo norte-americano seja normalizado. Ontem coordenadores das equipes, como Jo Ramirez, da McLaren, e o engenheiro Rogério Gonçalves, da Petrobras, confirmaram que suas empresas têm equipamentos prontos para embarcar para os Estados Unidos, mas que por conta da proibição dos vôos estão retidos em seus aeroportos de origem.
Ainda não ficou claro por qual razão a Ferrari decidiu retirar dos seus carros e caminhões as marcas de seus patrocinadores. Segundo o comunicado da equipe, trata-se de uma forma de luto, reforçada por uma lista negra no aerofólio dianteiro. O principal patrocinador da Ferrari é a Philip Morris, que divulga a marca Marlboro.

Despedida O bicampeão mundial de Fórmula 1, Mika Hakkinen deverá abandonar a carreira no final da atual temporada e seu sucessor na McLaren será o finlandês Kimi Raikkonen, segundo informação publicada ontem pelo diário alemão Bild. De acordo com o jornal, Hakkinen deverá anunciar sua despedida neste final de semana, logo após o GP da Itália, que será disputado no circuito de Monza.

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