Indianápolis - Não poderia mesmo ser diferente. Depois da sua sétima vitória na temporada, em oito etapas disputadas, domingo em Montreal, a quinta dobradinha da Ferrari no ano, Michael Schumacher afirmou: ''Vencer sempre ajuda a elevar o espírito da equipe, apesar de ser difícil que se eleve mais do que agora.'' Amanhã começam os treinos livres da nona etapa do Mundial que determina o fim da sua primeira metade. Ninguém na Fórmula 1 sequer questiona o favorito destacado: Michael Schumacher.
O alemão lidera a classificação entre os pilotos, com 70 pontos, contra 54 de seu companheiro, Rubens Barrichello. A Ferrari somou 124 pontos enquanto a segunda colocada, a Renault, 61, menos da metade.
Definir o título, o sétimo na carreira, é apenas uma questão de saber em qual prova ocorrerá. Para não se mencionar que Schumacher é campeão desde 2000, há quatro edições da disputa. E a Ferrari, desde 1999. Não dá para querer mais mesmo. É por isso que hoje Schumacher declarou que é difícil o ambiente do time ficar melhor do que está.
''Três dias de descanso depois da corrida de Montreal são necessários para aumentar ainda mais o interesse pela próxima etapa'', comentou o alemão que no auge de seus 35 anos, recordista absoluto de quase tudo na Fórmula 1 e milionário, demonstra a cada conquista o mesmo entusiasmo do início de carreira. Como sempre, utiliza-se da estratégia de retirar da Ferrari a responsabilidade de nova vitória, embora no seu íntimo poucos acreditem que fale de forma sincera quando projeta os fins de semana de competição:
''A nossa maior adversária aqui será a equipe do senhor David Richards (BAR), embora o Ralf deva andar bem também'', disse. Curiosamente ele não cita Juan Pablo Montoya, da Williams, como Ralf.
O colombiano diz que o GP dos Estados Unidos é o seu GP de casa. ''Verei com certeza muitas bandeiras da Colômbia nas arquibancadas. E minha família mora em Miami, onde estive por três dias.'' Ele tem boas recordações de Indianápolis. ''Lembro-me sempre dos meus tempos de Champ Car e de minha vitória nas 500 Milhas, em 2000.''

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