A expressão é de Michael Schumacher: ‘‘Este ano nós não iniciaremos o Mundial com um segundo de atraso com relação à McLaren, como na temporada passada.’’ É com esse espírito de otimismo e confiança que Schumacher (foto) participa hoje, na pista de testes de Fiorano, do lançamento da nova Ferrari, o projeto 650 da organização italiana - o carro com que o alemão espera quebrar a série de 20 anos sem títulos mundiais da Ferrari. ‘‘Nós terminamos o último campeonato quase no mesmo nível da McLaren e, agora que usaremos o mesmo pneu deles, deveremos ser competitivos desde a primeira corrida.’’
Às 10h30, sob o frio do inverno europeu, a F650, F301 - o nome oficial ainda é desconhecido - será apresentada à imprensa ao ar livre. As instalações do auditório da fábrica de Maranello, do lado da pista de Fiorano, ficou pequeno para receber os cerca de 700 jornalistas esperados.
O carro da Ferrari nasce atrasado, por conta do maior programa de testes já executado por um time de F-1, ano passado. Para recuperar o atraso em relação à McLaren e à Bridgestone, a Ferrari e a Goodyear treinaram 134 dias, de março a outubro.
Jean Todt, o polêmico diretor Esportivo da equipe, deu recentemente alguns detalhes de como será a nova Ferrari. ‘‘Concentramos nossa atenção na redução do peso, a fim de melhorar a sua distribuição e poder trabalhar nas pistas com o deslocamento do centro de gravidade.’’
Michael Schumacher e Eddie Irvine começam a temporada, dia 7 de março na Austrália, com a versão do V-10 usada no GP do Japão, o último de 1998. Sua estréia está prevista apenas para o GP de San Marino, em maio.
A exemplo do ano passado, Michael Schumacher e Eddie Irvine não deverão testar a F650 em conjunto com outros pilotos. Apesar de não ter divulgado ainda sua programação, a tendência é de que a escuderia de Maranello trabalhe apenas nas suas pistas, Fiorano e Mugello, a partir de segunda-feira.

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