São Paulo, 11 (AE) - O diário de esportes italiano "Corriere dello Sport" publicou hoje em manchete de primeira página: "A chance de ouro de Michael", referindo-se à possibilidade de o piloto alemão e a Ferrari ampliarem a vantagem sobre Mika Hakkinen e a McLaren, domingo, em Mônaco. Depois de três etapas, Schumacher lidera o Mundial, com 16 pontos, enquanto Hakkinen, em terceiro, soma apenas 10. Schumacher concordou com o jornal: "Três décimos de segundo não é o fim do mundo", afirmou, ao analisar a diferença que separa a Ferrari da McLaren. E num traçado lento, quase sem retas, como o de Mônaco, essa desigualdade tende a ser ainda menor.
O austríaco Niki Lauda, vencedor da prova em 1975 e 1976, com Ferrari, é um dos que acreditam numa nova vitória de Schumacher. "Na Fórmula 1, o carro representa 70% e o piloto 30% da conquista, enquanto nas ruas do Principado essa relação se inverte", afirmou, justificando seu favoritismo pelo alemão.
Realista, o piloto da Ferrari sabe que não será nada fácil vencer a McLaren no fim de semana. Hakkinen dispõe de um conjunto mais veloz e precisa recuperar-se no campeonato. Os primeiros treinos livres começam quinta-feira. No GP de Mônaco treina-se na quinta e no sábado. A sexta-feira é dedicada às badaladas festas promovidas pelos patrocinadores.
"A corrida de Monte Carlo tem leis próprias, não perdoa nenhum erro", disse o alemão, hoje, depois de disputar uma partida de futebol beneficente no Principado. O sucessor do príncipe Rainier, seu filho Albert, bem como Pedro Paulo Diniz e Rubens Barrichello, dentre vários convidados, participaram do jogo. O horário da largada da corrida, domingo, é novo: 14 horas (horário local, 9 horas de Brasília), como todas as demais este ano na Fórmula 1. A modificação exigiu que a família real antecipasse seu horário de almoço. A prova começou durante muitos anos às 15h30 em respeito à rotina do príncipe.

mockup