De férias em Londrina, o meia Fernandinho aproveitou para reviver as origens ontem. O jogador do Shaktar Donetsk, da Ucrânia, reuniu dezenas de amigos de infância no campo do Conjunto Lindoia, na zona leste, para uma "pelada".

O jogo promovido pelo jogador londrinense não tinha nada a ver com os famosos jogos beneficentes organizados por vários boleiros brasileiros nesta época do ano. O objetivo, segundo Fernandinho, era outro. "A ideia era reunir a galera, rever os amigos, relembrar histórias e dar muita risada", disse o atleta formado no PSTC, obviamente o mais celebrado antes da bola rolar.

Mas o reencontro também teve um significado especial para o meia, que não pisava no campo onde aprendeu a jogar bola há muito tempo. "A última que joguei aqui estava no Atlético ainda. Faz uns oito anos", conta. "É muito gostoso esse momento. Tem alguns que jogam bola, mas a maioria é tudo meia-boca", brincou.

Com os amigos por perto no local onde tudo começou, não teve como não lembrar de seus primeiros contatos com a companheira de todas as horas, a bola. "Com 4 anos de idade eu já corria atrás da bola aqui. O pessoal do bairro sempre gostou muito de futebol e aos domingos isso aqui era lotado. A gente passava o dia aqui, era muito gostoso", relembra.

Do campo do Conjunto Lindoia, Fernandinho foi para o PSTC com 14 anos. Destacou-se no juvenil, pouco jogou nos juniores e já chamou a atenção do Atlético Paranaense, que mantinha uma parceria com o famoso clube revelador de talentos de Londrina. No Furacão, Fernandinho foi vice-campeão brasileiro em 2004, e no ano seguinte, transferiu-se para o Shaktar Donetsk, onde é um dos líderes do elenco e ídolo da torcida.

Vizinho da família de Fernandinho, que mora até hoje numa rua próxima ao campo, José Roberto Piereti, pegou sua câmera digital e foi registrar a volta do 'filho ilustre' do bairro ao local onde tudo começou. "É um orgulho para nós saber que saiu daqui e venceu. Lembro dele jogando bola aqui no campo e merece estar onde está porque sempre foi muito humilde e batalhou muito", elogiou.

O próprio jogador cita Piereti como uma das pessoas que mais incentivaram sua carreira. "Quando eu tinha uns 13, 14 anos, estava sem chuteira para jogar e ele me deu uma. Lembro até hoje, era uma Diadora, que na época era 'top'. Fiquei muito feliz, aquilo me marcou muito", relembra. "Para mim, é muito gratificante saber que pude ajudar e saber que ele lembra também. Fiz de coração mesmo, para ajudar um amigo, sem imaginar que um dia ele seria um jogador de Seleção. Vou sempre torcer muito por ele", encerrou Piereti.

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