Fernandes quer Atlético 'senhor das ações'
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Sem muito tempo para mexer no Atlético antes da partida de domingo, Roberto Fernandes deve manter a equipe-base que vinha atuando sob o comando de Ney Franco. E estuda algumas alterações táticas no time, já que adotava o 4-4-2 quando treinava o Náutico, formação diferente ao habitual esquema com três zagueiros que se tornou marca registrada do Furacão.
Apesar desta preferência, para o jogo contra o Atlético Mineiro, Fernandes deve manter o 3-5-2, alterando apenas alguns atletas do time titular. ''A programação que vinha sendo feita me tirou um treino da quinta-feira (ontem), porque o grupo trabalhou dois períodos na terça e dois na quarta-feira. E na sexta (hoje) vamos ter um trabalho tático que praticamente define a equipe. É muito pouco, por isso temos que aproveitar o entrosamento que o grupo tem'', afirma o estreante, que não pensa em outro resultado que não uma vitória na Arena. ''É fundamental você pontuar em casa. Já tive a oportunidade de enfrentar o Atlético na Arena e diante de qualquer adversário o Atlético tem que ser o senhor das ações do início ao fim''.
Entre as eventuais mudanças no time que começa a partida, as mais prováveis são a entrada de Piauí na ala-esquerda, substituindo o improvisado Léo Medeiros (homem de confiança de Ney Franco que parece perder espaço com a mudança de comando). No ataque, a tendência é que Fernandes escolha um atleta com maior mobilidade, como Rogerinho ou Willian, para atuar ao lado do artilheiro Marcelo Ramos. Nas demais posições, o time deve ser o habitual, inclusive com os retornos dos zagueiros Antônio Carlos e Rhodolfo, que não puderam jogar contra o São Paulo. Caso abra mão do líbero, o técnico deve escalar mais um meia ao lado de Netinho.
Dependendo das escolhas para este primeiro jogo será possível traçar um primeiro panorama das pretensões de Fernandes, que admite reduzir o elenco principal do Rubro-Negro. ''Pretendo trabalhar com 34 atletas. hoje nós temos 39 e à primeira vista eu percebi algumas situações que nós vamos precisar. Então, dentro de um planejamento e conversando com a diretoria, vamos procurar equacionar isto aí para que a gente possa ter um elenco em número satisfatório, e não inchado'', ressalta Fernandes, que prefere não adiantar quantas contratações irá pedir à diretoria.
''De repente uma mudança de posicionamento de uma peça, uma cobrança ou uma confiança um pouco maior em outra, a equipe já tem um crescimento. Com isso, ao invés de você precisar de oito, nove ou dez peças, você precisa de duas ou três, arruma o time e consegue fazer um bom trabalho'', complementa.


