Fernandes permanece prestigiado no Atlético
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com a cabeça a prêmio, Roberto Fernandes trabalhou normalmente na tarde de ontem e, ao menos até o fechamento desta edição, seguia no comando do Atlético - mas é importante lembrar que Ney Franco, seu antecessor, foi demitido na calada da noite de uma segunda-feira. Mesmo assim, é bastante provável que o treinador tenha uma nova chance à frente do Rubro-Negro na partida de amanhã, diante do Cruzeiro, em Belo Horizonte.
Jogo que pode encerrar a passagem do pernambucano pelo Furacão em caso de uma derrota por boa diferença de gols. Contra o vice-líder do Brasileirão, o Atlético busca a segunda vitória como visitante na competição - a primeira, e única até o momento, foi sobre o Ipatinga, na estréia no campeonato, há pouco mais de dois meses, com o técnico anterior. Nas quatro partidas seguintes longe da Arena, todas já sob o comando de Fernandes, o time sempre saiu derrotado, não marcou nenhum gol e sofreu oito. O aproveitamento é de apenas 20% dos pontos longe de casa em toda a campanha.
Para mudar estes números desfavoráveis, o técnico conta com as voltas de Danilo e Nei, que cumpriram suspensão no empate com o Internacional e naturalmente ocupam as posições de Chico e Douglas Maia, respectivamente. Mas não deve ter ainda os lesionados Júlio César e Netinho. E se não vai bem como visitante, o Atlético está longe de fazer boa campanha dentro da Arena. Em seis jogos como mandante, foram duas vitórias e quatro empates (um deles nos tempos de Ney Franco). Estes 12 pontos perdidos em seu domínio aumentam a necessidade de vencer em Minas, tanto para reduzir a diferença em relação aos primeiros colocados, quanto para se afastar dos lanternas da competição.
E depois de transferir a seus comandados a responsabilidade pelo empate contra o Inter, o treinador tenta abafar as críticas. ''Ninguém questionou a arbitragem, as inversões de falta. Ninguém fala que jogamos sem o Nei, o Danilo, o Júlio César e o Netinho. Se está na normalidade, teríamos seis ou sete jogadores que seriam titulares. E mesmo com toda esta dificuldade quase conseguimos a vitória'', resmunga o técnico. Que projeta futuro melhor para o a sequência da competição.
''Daqui a 15 dias todo o elenco estará à disposição. Kelly, Rafael Moura, Fernando, Netinho... Agora, neste momento é o desafio. Eu estou roendo o osso. Chegar para comer o filé daqui a um mês é uma teta'', complementa Fernandes. Que ontem ganhou mais um atacante para o restante do Brasileiro. Formado nas categorias de base do Furacão, Anderson Aquino voltou de empréstimo do Goiás.


