Fernandes ganha mais um atacante
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quarta-feira, 07 de maio de 2003
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
A semana foi de polêmica. Enquanto o técnico Roberto Fernandes pedia um reforço de emergência para suprir as ausências de Marcelo Silva e Márcio Alan, machucados, a cúpula do grupo gestor insistia que não tinha dinheiro para viabilizar tal contratação. ''Temos confiança no grupo'', diziam os dirigentes. O impasse chegou a provocar um ambiente tenso entre diretoria e comissão técnica.
Só que ontem à tarde, no coletivo-apronto no Estádio do Café, a imprensa foi surpreendida com a notícia: o Tubarão havia ganhado um novo reforço. Perplexos, os repórteres queriam saber quem seria o jogador que ajudaria o time a ganhar em criatividade no setor de meio-campo. Contudo, o reforço não é meia, não tem características de organizar as jogadas, fazer assistências, a exemplo do lesionado Márcio Alan, cérebro do time na campanha do Paranaense.
Altair Trannin, 23 anos, é atacante, tem velocidade e qualidade na finalização, segundo ele próprio se definiu antes do treino. O reforço surpresa foi apresentado à revelia de Fernandes, que mesmo não pedindo a contratação, foi diplomático e evitou tecer críticas ao grupo que comanda o futebol do Tubarão. ''Não conheço o Altair. Ele vai treinar com a gente e será observado. Nós recebemos a notícia com a mesma expectativa do Cassiano. Nós tínhamos outras opções para a lateral-direita, mas o Cassiano foi contratado pela diretoria e vem correspondendo nos treinamentos'', argumentou.
Alheio aos problemas extra-campo, o atacante, que assinou um contrato preliminar de 90 dias, terá concorrência acirrada para jogar. Além de Paraguaio (machucado) e Marcelo Silva, que atua também mais avançado, o Tubarão tem no elenco mais quatro atacantes: Fábio Zeni, Anderson Lobão, Gilsinho e Zaltron. Mesmo assim, espera corresponder e ganhar logo sua primeira oportunidade.
Altair nasceu em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Aos 14 anos deixou a terra natal para jogar futebol no interior paulista. Nas categorias de base, jogou no Araçatuba, Juventus e Mogi Mirim. Seu primeiro time profissional foi o Gama, onde teve pouca oportunidade. Passou também pela Aruc, de Brasília. Ano passado, jogou a Série B do Brasileiro pelo Botafogo-SP, mas não teve sorte. Uma lesão no tornozelo direito o tirou do campeonato.
O jogador estava prestes a acertar com o Avaí, mas o pouco caso feito pelo técnico Lula Pereira o fez desistir de jogar em Santa Catarina. ''Fiquei 40 dias treinando e ninguém tomava uma decisão. Foi então que surgiu a proposta do Londrina e resolvi acertar'', disse. Como seu procurador, Luís Gonçalo, é amigo do gestor Júlio Lemos, o jogador foi contratado sem muito custo. O LEC responsabilizou-se em custear o salário, cujo valor não foi divulgado, e as despesas operacionais com a transferência do jogador.
Indefinição O técnico Roberto Fernandes continua misterioso. Não revela o time que enfrenta amanhã, às 20h30, o Vila Nova, no Serra Dourada, em Goiânia, pela terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. No coletivo, o técnico treinou a primeira etapa com Gilsinho ao lado de Lobão no ataque, recuando Fumaça para o meio-campo. No período final, optou por Alberto no meio, adiantando Fumaça para o ataque.


