A levantadora Fernanda Venturini, nome certo na lista de convocadas para o Mundial do Japão que o técnico Bernardo Rezende divulga hoje, já traçou seus planos: despede-se da seleção após o torneio. O ano 2000, quando o Brasil disputa a Olimpíada de Sydney, Fernanda reserva para seu projeto pessoal: ser mãe. ‘‘Eu já havia decidido deixar a seleção, mas resolvi adiar para depois do Mundial’’, comentou a levantadora de 1,80 m, que faz 28 anos em outubro. ‘‘Quero engravidar no ano 2000 e ir para Sydney só a passeio.’’ Fernanda é casada com Bernardinho, técnico da seleção, que, para ter um filho, pode pagar o preço de ficar sem sua levantadora titular na Olimpíada.
Fernanda, que não foi ao Grand Prix Mundial da Ásia, competição em que o Brasil conquistou o tricampeonato, afirmou que a atuação da levantadora Fofão, sua substituta, fortaleceu sua decisão. ‘‘Ela foi fantástica e fico feliz porque posso me aposentar sem ter a consciência pesada.’’
‘‘O Ary Graça disse que eu tenho de estar na Olimpíada’’, contou, referindo-se ao pedido que ouviu do presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Não tem certeza se resistirá às pressões ao longo de dois anos, mas repete: se depender apenas de sua vontade vai a Sydney como turista. ‘‘Já disputei três Olimpíadas, agora quero tranquilidade para ter um filho.’’
Fernanda quer deixar a seleção com uma medalha de ouro, conquistada no Mundial do Japão. E foi enfática quanto ao que o Brasil deve almejar. ‘‘Eu vou considerar um fracasso se não decidirmos o título’’, ressaltou.
A levantadora entende que a conjuntura é favorável. A seleção acaba de ganhar o GP da Ásia, vencendo Cuba e contando com o talento de três gerações. ‘‘Temos atletas da minha geração, como a Ana Moser, de uma faixa intermediária, como a Leila e a Hilma e ainda jovens valores como a Érica e a Raquel’’, analisou.

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