Feriado pode resolver problemas de mobilidade
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Folhapress 
São Paulo - A ministra Miriam Belchior (Planejamento) sugeriu ontem que eventuais problemas de mobilidade nas cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 sejam resolvidos com feriados.
''O funcionamento da Copa do Mundo, se eu der feriado no dia do jogo, a cidade vai estar em condições de não ter trânsito para a locomoção dos torcedores'', disse.
A ministra argumentou que a prioridade do governo é construir os estádios, a infraestrutura para receber navios de passageiros em portos, aumentar a capacidade de aeroportos e na rede hoteleira. ''Mobilidade urbana é um legado para as cidades, mas não são essenciais para a operacionalização da Copa do Mundo.''
Belchior afirmou que o cronograma do governo para as obras da Copa do Mundo começou a ser contado em maio de 2009, quando foram escolhidas as cidades-sede. ''Sem saber em quais cidades seria, não poderíamos nos preparar.''
Segundo ela, as obras de Natal e São Paulo são as únicas atrasadas, mas a capital paulista dá sinais de que conseguirá recuperar o tempo perdido.
Em resposta aos aumentos de previsão de gastos para o evento, a ministra afirmou que a Fifa fez exigências novas, como a cobertura em estádios, que não estavam no plano original. Isso, segundo explicou, implica gastos adicionais.
Ainda assim, ela afirmou que o governo federal desconhece o quanto custará o evento Copa do Mundo aos cofres brasileiros. ''Eu desconheço qual é o valor que vai custar a Copa do Mundo no Brasil. Não há nenhum estudo que diga isso'', disse.
Belchior afirmou que os investimentos estão sendo feitos em etapas, de acordo com as decisões dos organizadores do evento. A última etapa deste ciclo, afirmou, será a definição da malha aeroviária. ''Só poderemos fazer isso depois que soubermos a tabela dos jogos, em quais lugares as seleções irão jogar.''
Dutos
O Corinthians será o responsável para a retirada dos dutos que passam no terreno onde está sendo construído o Itaquerão, futuro estádio do clube. O Ministério Público Federal oficializou ontem que o clube paulista é quem terá que arcar com os custos, orçados em R$ 30 milhões, para remover os dutos da Transpetro - braço de logística da Petrobras.
Em junho o MPF havia recomendado à Transpetro que só autorizasse a remoção dos dutos após a formalização do contrato com o Corinthians.
A Odebrecht, empresa responsável pelas obras do Itaquerão, disse que se os dutos fossem retirados até o final do ano não interferia no andamento das obras.
Segundo o Ministério Público, a Transpetro se comprometeu a repassar ao Corinthians todos os elementos técnicos precisos para fazer a obra até o próximo dia 30. Assim, a retirada deve ocorrer entre outubro e dezembro e durará cerca de 60 dias.


