Feras do Corintinha ergueram a taça em 67
Arquivo/Miguel RamosMemóriaJogadores do Sport Club Corinthians Londrinense comemoram a conquista do título da Taça Paraná em 1967, no campo do Iguaçu, em CuritibaO futebol amador de Londrina também aparece com destaque nas disputas da Taça Paraná, em seu início. Primeiro com o Sport Club Corinthians Londrinense, que foi vice-campeão em 65, perdendo numa final para o Trieste, de Santa Felicidade. Mas já na disputa da quarta edição do torneio, deu Corinthians na cabeça, ganhando o título em Santa Felicidade, do Iguaçu. Foi um dia de muita festa para o futebol amador da cidade. No ano seguinte, outro time londrinense foi vice-campeão, agora perdendo para o Fanático, de Campo Largo. Trata-se do Paraná Esporte Clube (PEC), que sucedeu o São Paulo e posteriormente fundiu-se com o Londrina Futebol e Regatas, dando origem ao atual Londrina Esporte Clube.
O Corintinha, como era carinhosamente conhecido, campeão paranaense de 67, era uma grande equipe. Difícil era dizer um destaque entre tantos jogadores reconhecidos no Estado como feras. Como Apolo Theodoro, o Apolo, meio-de-campo franzino, mas de um enorme talento e reconhecido até pelos rivais mais fortes na competição. Mas tinha ainda jogadores do nível de Luiz Carlos Categoria, Saporito, Riba, Gino, Bill e a garra de Juca, Miguel e Brito. Era uma equipe coesa, que jogava no 4-2-4 sem nenhum medo. Tanto é verdade que o meio-de-campo não tinha nenhum pegador e marcar era função da linha de zagueiros. Eu, o Bill e o Luiz Carlos não tínhamos nenhuma noção de marcação. O técnico Lelé nos deixava criar e o time foi campeão assim, conta Apolo.
Para Miguel Ramos, o título teve um pouco de garra também, porque no dia da final, perdemos o Vilela e o Lelé teve que improvisar em algumas posições, mas no fim deu tudo certo e conseguimos um empate por 2 a 2, que nos valeu o título, conta.
Apolo lembra que a campanha daquele ano começou contra o time de Santo Antônio da Platina. Vencemos aqui e lá goleamos de 5 a 1. Depois enfrentamos o Rancho Alegre e passamos à fase seguinte. Veio o Aricanduva, em Apucarana e passamos também, até enfrentarmos o Telefônica, de Maringá, já na semifinal. Foram dois jogos difíceis, mas chegamos à final, explica Apolo. Aliás, o presidente do Corinthians Londrinense nesse período era Mario Theodoro, pai de Apolo e de Carioca, que também foi campeão.
Lelé escalou na final: Ticão; Mauro, Brito, Miguel e Saporito; Bill e Apolo; Riba, Juca, Gino e Luiz Carlos.





