Feras da F-1 declaram guerra
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quinta-feira, 11 de abril de 2002
Agência Folha 
Ímola, San Marino - Levou 20 corridas, mas aconteceu. Ontem, após mais de um ano de provocação mútua, Juan Pablo Montoya e Michael Schumacher declararam guerra.
O cenário foi a sala de imprensa do circuito de Ímola, na Itália. Depois de um constrangido aperto de mãos a pedido dos fotógrafos, os dois engataram uma batalha verbal como há muito não se via na F-1.
Durante os 40 minutos que durou a entrevista, estiveram de cara amarrada. E, quando abriram a boca, foi para lançar farpas.
A expectativa, agora, é saber como Schumacher e Montoya lidarão com esse conflito nas pistas. O primeiro treino para o GP de San Marino será hoje.
No discurso, o primeiro ataque partiu do colombiano. Para ele, o estopim para a crise foi o choque na primeira volta do GP Brasil.
Em Interlagos, Michael tocou meu bico e me tirou da disputa. Mas os comissários entenderam que foi uma manobra normal. É bom saber que posso agir dessa forma, disse. Gosto de ser correto, mas, se alguém força uma situação, tenho que dar o troco.
Questionado para rebater as acusações do rival, o alemão foi mordaz: Esse tipo de declaração não merece nenhuma resposta.
Minutos depois, porém, falou do assunto. Juan estava muito próximo de mim, acabou me tocando e perdeu o bico do carro. Alguns pilotos deveriam entender que uma corrida dura mais do que as três primeiras curvas.
É a primeira vez, desde o final de 1997, que um piloto desafia Schumacher dessa forma. Naquele ano, o rival era Jacques Villeneuve, que acabou campeão mundial.
No ano seguinte, no entanto, a Williams entrou em baixa. Villeneuve foi para a BAR em 1999, e Mika Hakkinen, único adversário de Schumacher desde então, sempre foi um sujeito pacífico.


