São Paulo, 30 (AE) - Mais de 140 golfistas de 22 países deram início hoje à disputa da segunda etapa do Brasil 500 Anos Open, no campo do São Paulo Golfe Clube, em Santo Amaro. O torneio faz parte do circuito da PGA European Tour e terá premiação de US$ 750 mil, recorde na América do Sul.
Os golfistas Ruberiel Felizardo, o melhor brasileiro, hoje, ao lado de José Aderbal, mostram-se animados com a disputa. "É muito bom ter um torneio desse porte no Brasil, mas não adianta realizar só um por ano, temos de fazer como na Argentina, onde acontece um por semana", disse Felizardo, que terminou o dia na segunda posição, empatado com outros quatro jogadores. O brasileiro percorreu os 18 buracos do campo com 67 tacadas, 4 abaixo do par, que é de 71 tacadas.
Felizardo não conseguiu uma boa colocação na primeira etapa do Brasil 500 Anos Open, na semana passada, no Rio, quando não passou no corte - depois dos dois primeiros dias, apenas os setenta melhores poderão terminar o torneio.
A melhor jogada do torneio foi feita pelo francês Fabrice Tornaud, que conseguiu um albatroz. No buraco 17, Tornaud embocou a bolinha com apenas duas tacadas, economizando três, em um buraco que é normalmente feito com cinco. O albatroz é mais difícil do que o badalado hole one quando o jogador coloca bolinha com só uma tacada.
Normalmente, o hole one é conquistado em um buraco curto, de cerca de 158 metros, que poderia ser feito em duas tacadas e, portanto, economiza uma. O buraco 17, por exemplo, tem 465 metros de distância do início e é feito geralmente com cinco jogadas.
O vencedor do dia foi Paul Afleck, do País de Gales, com cinco tacadas abaixo do par. Padraig Harrington, da Irlanda, e Roger Chapman, da Inglaterra, tiveram desempenhos modestos. Chapman, que bateu Harrington no Rio, terminou com duas acima do par. Harrington ficou duas abaixo, o que não correspondeu às expectativas. O argentino Angel Cabrera esteve irreconhecível, com quatro acima do par, e corre o risco de ficar fora no corte.

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