São Paulo - William não quer ser visto simplesmente como um jogador que venceu uma grave doença no coração, mas pretende ser tratado - e cobrado - como um atleta normal. ''Tive um problema, mas agora sou igual a todo mundo. Tenho uma história diferente, mas que ficou pra trás. Estou totalmente curado'', avisa.
O meia fez seus dois primeiros gols na carreira profissional na vitória por 4 a 2 sobre o Paulista, quinta-feira, no Palestra. Vibrou batendo a mão no coração, por baixo da camisa. ''Foi um gesto espontâneo'', afirmou.
O que William teve foi uma arritmia cardíaca potencialmente maligna. Seu coração batia desordenadamente, o que poderia causar um enfarte em caso de excesso de exercícios. O caso foi diagnosticado num exame feito em 2004, seis meses após a morte do zagueiro Serginho, do São Caetano - em campo, num jogo contra o São Paulo.
A carreira foi interrompida. William chegou a trabalhar como office-boy do Palmeiras. O tratamento foi duríssimo: o jogador chegou a ter duas paradas cardíacas induzidas.
''No dia que eu cheguei na Palmeiras um dos primeiros jogadores com quem conversei foi o William. Eu não sabia da situação dele e fiquei impressionado com a história. Ele teve duas paradas cardíacas, ficou seis meses numa cama, e deu a volta por cima. É uma história comovente, que serve de exemplo para muita gente acomodada'', disse o técnico Caio Júnior.

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