Felipe vira herói no Flamengo
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Bruno Lousada <br> Agência Estado 
Rio - O goleiro Felipe jamais vai esquecer este domingo. Contratado no início da temporada para suprir a ausência de Bruno, preso no ano passado sob acusação de participar do assassinato da ex-amante Eliza Samudio, o camisa 1 deixou o Engenhão como herói do Flamengo. Ele, simplesmente, brilhou na disputa por pênaltis. Tornou-se um verdadeiro paredão. Defendeu duas cobranças - uma do volante Somália e outro do meia Éverton - e ajudou a equipe rubro-negra a derrotar o Botafogo por 3 a 1, depois de empate no tempo regulamentar por 1 a 1. Com isso, o time da Gávea vai decidir no próximo domingo o título da Taça Guanabara - o primeiro turno do Campeonato Carioca - contra o Boavista, que no dia anterior surpreendera o Fluminense.
Felipe vibrou muito com a classificação. Ao ver o meia Renato Cajá cobrar para fora a penalidade que garantiu a vitória do Flamengo, correu em direção à torcida para festejar. Diante dos gritos de ''Felipe, Felipe'' vindos da arquibancada, ele teve a certeza de que está no caminho certo para virar o novo ídolo dos rubro-negros. ''Temos que comemorar muito essa vitória. A partida tornou-se muito difícil e o resultado foi importante. Depois, com mais calma, vamos nos concentrar na final contra o Boavista'', disse o goleiro, enquanto era cumprimentado por companheiros de time.
Não foi só o Felipe que brilhou ontem. Novamente, o goleiro Jefferson, do Botafogo, teve atuação de gala. Destacou-se com pelo menos duas defesas incríveis durante os 90 minutos. Deixou mais uma vez boa impressão, desta vez sob o olhar atento do técnico da seleção, Mano Menezes, que assistiu ao clássico de uma tribuna.
O clássico pode ser resumido assim: o Flamengo dominou o primeiro tempo. Largou na frente, gol de cabeça do zagueiro Ronaldo Angelim, após escanteio, e quase ampliou em bela cabeçada do meia Thiago Neves - o goleiro Jefferson salvou. Já o Botafogo, liderado pelo grandalhão Loco Abreu, foi melhor na etapa final. O atacante uruguaio chamou a responsabilidade e levou à loucura o sistema defensivo do Flamengo. Aos três minutos, ele dominou a bola, girou e bateu no cantinho direito de Felipe: 1 a 1.
O clássico incendiou de vez. O Botafogo reclamou de dois pênaltis não marcados e os dois goleiros tiveram bastante trabalho. Em seu primeiro clássico desde o acerto com o Flamengo, o meia Ronaldinho Gaúcho ainda não rendeu o que tanto se espera dele. Não jogou mal, é verdade, deu bons passes, mas não roubou a cena. ''É maravilhoso em tão pouco tempo já chegar a uma final. Espero chegar bem e fazer uma grande decisão'', disse Ronaldinho.
NO RIO DE JANEIRO
Flamengo 1 (3)
Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Ronaldo Angelim (Diego Maurício); Fernando, Willians, Renato Abreu, Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid (Negueba). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Botafogo 1 (1)
Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Éverton); Arévalo (Araruama), Rodrigo Mancha, Somália e Renato Cajá; Herrera (Caio) e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana
Árbitro: Luis Antônio dos Santos
Estádio: Engenhão
Gols: Ronaldo Angelim, aos 14 minutos do 1º tempo; Loco Abreu, aos 3 minutos do 2º tempo
Renda: R$ 805.654,00
Público: 26.854 pagantes


