Rio, 04 (AE) - O atacante Ronaldo Fenômeno aconselhou o volante Felipe Melo a não passar as férias no Brasil. Eleito pela torcida como o principal responsável pela eliminação da seleção da Copa do Mundo da África do Sul, o jogador do Juventus voltou ao País, na madrugada de ontem, e já se assustou com a forte cobrança. Ele foi hostilizado, chamado de ''vacilão'', durante desembarque de alguns integrantes da seleção brasileira no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Deixou o local em silêncio e escoltado por seguranças.

A saída de Felipe Melo foi a mais tensa. Os cerca de cem torcedores que aguardavam a seleção queriam, sobretudo, tirar satisfação com o jogador, expulso após cometer falta violenta no meia-atacante Robben, da Holanda, quando o Brasil perdia por 2 a 1, no segundo tempo. Naquele momento, a seleção perdeu a cabeça e o jogo. Percebendo que o ambiente não lhe é tão favorável, o volante aproveitou o momento em que os zagueiros Juan e Thiago Silva falavam com os jornalistas para tentar ir embora do aeroporto.

Assim que ele apareceu no portão de saída, com cara de apreensão, boné preto e casaco da seleção, houve muito empurra-empurra e correria. Cinegrafistas e fotógrafos se espremiam em busca da melhor imagem do atleta revelado pelo Flamengo. ''Ele é temperamental, todo mundo sabia disso, menos o Dunga. Ele nos prejudicou'', disse um rapaz, irritadíssimo. ''Não o chamem mais para a seleção'', gritou, em seguida.

Kaká

O médico da seleção brasileira José Luiz Runco disse que Kaká disputou a Copa do Mundo com 85% de seu condicionamento físico. ''Eu diria que o Kaká, talvez, se fosse numa outra situação, nem jogaria a Copa do Mundo. Ele se dedicou muito'', afirmou o médico. ''Ele jogou a 85%, no máximo'', acrescentou Runco. Kaká deu adeus ao Mundial sem ter marcado gol após quatro partidas, mas deu três assistências.

Já o ex-auxiliar técnico Jorginho afirmou que o grupo ''não se arrepende de nada''. (Das Agências)

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