Rio - Felipe França não esconde que seu principal objetivo na Olimpíada de Londres é a conquista do ouro na prova dos 100 metros peito, depois de dois pódios em Mundial nos 50 metros peito, que não faz parte do programa olímpico. Em meio a um trabalho para perder o excesso de peso e se tornar mais rápido na metade final da prova, o nadador brasileiro admite que pode bater o recorde mundial da distância - o feito, aliás, também está dentro de suas metas. E, por que não, já no Troféu Maria Lenk, que começa nesta terça-feira, no Rio.
''Se acontecer de o recorde mundial ser batido, darei graças a Deus por isso'', afirma o religioso Felipe França, que cai na água apenas na quinta-feira (com eliminatórias de manhã e final à noite). ''É uma possibilidade dentro dos meus treinamentos e pode ocorrer, apesar de ser uma marca forte. Pode até acontecer no Maria Lenk. Eu não vou colocar limites para isso.''
Um recorde mundial na piscina carioca não seria uma novidade para o nadador paulista. Felipe França se tornou o homem mais rápido do mundo nos 50 metros peito durante a disputa do Troféu Maria Lenk de 2009, destacando-se como uma das esperanças brasileiras no ciclo olímpico que estava apenas começando. Mas, para chegar à mesma façanha nos 100 metros peito, ele terá que melhorar muito sua marca pessoal.
O recorde mundial dos 100 metros peito é de 58s58 e pertence ao australiano Brenton Rickard desde 2009. O brasileiro teria como melhor tempo os 59s87 conquistados no Open do Rio, em dezembro. Mas a marca não foi considerada, porque Felipe França foi desclassificado após a arbitragem detectar uma ''golfinhada'', movimento ilegal das pernas no estilo peito. Aquela seria a primeira vez que ele nadaria a prova abaixo de 1 minuto.
No ano passado, a imprensa internacional apontou que o brasileiro cometeu o mesmo erro da ''golfinhada'' na prova em que foi campeão mundial dos 50 metros peito, em Xangai.

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