Felipão x Vöoller: duelo de técnicos na final
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sábado, 29 de junho de 2002
Agência Lancepress! 
Seul - Luiz Felipe Scolari e Rudi Vöoller têm históricos completamente diferentes. Felipão foi um zagueiro vigoroso, às vezes violento e que conquistou apenas um título, o Campeonato Alagoano de 1981. Como técnico, Scolari é um vitorioso. Foi duas vezes campeão da Libertadores, campeão brasileiro e da Copa do Brasil.
Vöoller foi um grande atacante. Fez 15 jogos em Copas, marcou oito gols, foi campeão mundial em 90 e europeu pelo Olympique de Marselha, em 93. Foi convidado para assumir a seleção interinamente e só foi mantido após o doping por uso de cocaína de Christoph Daum.
Em comum, apenas o fato de os dois técnicos terem assumido as seleções em momentos conturbados nas Eliminatórias e terem chegado desacreditados ao Mundial. Quando conversei com o Vöoller em Seul, no sorteio da Copa, estávamos com a corda no pescoço, disse Felipão, após o jogo contra a Turquia.
Curiosamente, o ex-atacante Vöoller chega à final dirigindo a equipe com a melhor defesa do Mundial enquanto que o ex-zagueiro Felipão dirige a seleção com o melhor ataque. Os números refletem os valores individuais de cada seleção. Enquanto o goleiro Kahn é a alma da Alemanha, o trio de erres (Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho) é a base de sustentação da seleção brasileira. O goleiro sofreu apenas um gol na Copa e o trio fez 13 dos 16 gols do Brasil no Mundial.
E se Scolari está preocupado com os bolas aéreas, é exatamente o trio ofensivo do Brasil que preocupa Vöoller. A seleção brasileira é uma equipe que apresenta sempre os melhores valores individuais. Por isso, o Brasil é favorito na decisão, afirma.
Mas Felipão não admite o favoritismo brasileiro. Quero empatar com eles na determinação. O resto fica para os jogadores dentro de campo, eles podem fazer a diferença.


