Para obter a sua primeira vitória na seleção, o técnico Luiz Felipe Scolari recorreu ao sagrado e ao profano. Ontem pela manhã, liderada por ele e pelo auxiliar Flávio Teixeira, o Murtosa, a comissão técnica da seleção foi à missa na igreja de São Judas Tadeu, o padroeiro das causas impossíveis.
Religioso – como boa parte das famílias de imigrantes do interior gaúcho, é devoto de Nossa Senhora de Caravaggio –, Scolari vai à missa quase todos os domingos.
Quando viaja a trabalho, o técnico faz questão de cumprir o ritual. Em mais de uma oportunidade, chamou um padre, o amigo Pedro Bauer, para comandar as preleções ao time palmeirense. Mas ontem a conversa com os jogadores antes da partida não teve tintas religiosas – ao contrário, foi muito ‘‘terrena’’.
O treinador tentou estimular seus comandados com uma provocação. Na última quarta, o Peru empatou com o Paraguai na preliminar da partida do Brasil.
Quando acabou o seu jogo, os peruanos ficaram no estádio e assistiram à derrota brasileira. Diante da péssima apresentação da seleção, os jogadores do Peru fizeram gozações com a decadência do futebol brasileiro. Ao saber do episódio, o técnico o transformou no tema da preleção de ontem.

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