Rio de Janeiro - O Brasil tem um jogador profissional para cada 10 mil de seus 170 milhões de habitantes e conta, para felicidade ou desespero do técnico de plantão, com material suficiente para armar duas equipes de luxo. Para se chegar à segunda conclusão, basta deixar de lado os 23 jogadores chamados por Luiz Felipe Scolari e convocar uma seleção diferente com os outros 16.977 que militam nos 800 clubes constituídos legalmente no País ou que são profetas em terras estrangeiras.
Se a linha de frente conta com Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo como titulares, por que não um ataque alternativo com Amoroso, Jardel ou Élber e Romário?
Amoroso terminou a temporada como o ‘‘mais querido’’ da torcida do Borussia Dortmund. Jardel coroou um novo período como artilheiro do campeonato português com 42 gols em 30 partidas pelo Sporting. Élber se consagrou como o máximo artilheiro estrangeiro na história do campeonato alemão. E Romário... bem, seu nome já diz tudo, ainda que para Scolari não signifique muito.
Para muitos nostálgicos das últimas duas participações da seleção em Mundiais, o gol deveria estar resguardado pelo sóbrio Taffarel, embora ninguém duvide da capacidade das três apostas de Scolari: Marcos, Dida e Rogério Ceni.
A primeira linha defensiva da ‘‘outra seleção’’ teria como lateral-direito Rogério, do Corinthians; e os também consagrados Aldair e Antônio Carlos, e Serginho, o habilidoso marcador do Milan, pelo lado esquerdo.
O aguerrido Mauro Silva, emblema da equipe campeã mundial dos EUA e do Deportivo la Coruña, seria a coluna vertebral da seleção na qual não poderia faltar Juninho Pernambucano, arquiteto do Lyon, o flamejante dono do campeonato francês; e o já citado Amoroso.

mockup