São Paulo - Após mais uma vitória no Paulistão, que garantiu o Palmeiras nas quartas de final da competição, o técnico Luiz Felipe Scolari respirou aliviado e constatou algo que lutou muito para conseguir ver. Desde que chegou ao clube, após a Copa do Mundo na África do Sul, no ano passado, o treinador tem batido na tecla de que precisava transformar o grupo de jogadores em um time, entrosado e com o pensamento coletivo. Ele acha que finalmente conseguiu chegar ao objetivo.
Felipão admite que não tem em mãos um elenco que encha os olhos. Mas a dedicação do grupo tem comovido o exigente comandante do Palmeiras. ''Os jogadores estão mais confiantes e estão em um índice que é excelente. Era isso que vínhamos trabalhando e tentando passar para o grupo desde junho do ano passado: o espírito guerreiro e de união'', destacou o técnico.
Para exemplificar o sentimento de união do elenco, Felipão revelou que durante a partida contra o Bragantino, no último sábado, no Canindé, ele quis tirar Lincoln para colocar o zagueiro Maurício Ramos, mas ouviu do meia que era melhor tirar o atacante Kléber, porque ele estava cansado. ''Esse é o espírito que eu quero. Pensando no coletivo. Um jogando pelo outro'', contou o técnico.
O Palmeiras foi o segundo time a se classificar antecipadamente para a próxima fase - o primeiro foi o Corinthians - e tem a melhor defesa do campeonato, com apenas seis gols sofridos. Tudo isso, sem conseguir ter o elenco do jeito que Felipão queria. Mas, mesmo assim, nada de reclamações.

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