Felipão quer seleção ao estilo Guga
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de junho de 2001
Agência Estado De Brasília 
O novo técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, anuncia hoje, às 11 horas, no hotel Meridién, no Rio, a lista dos jogadores convocados para o jogo do Brasil com o Uruguai, dia 1º de julho, pelas Eliminatórias da Copa de 2002. Ao contrário de seus antecessores, que chamaram dezenas de atletas enquanto estiveram comandando o time do Brasil, ele pretende, ao longo de sua trajetória no cargo, trabalhar com um grupo base formado por 30 ou 32 jogadores.
Felipão não falou em nomes, mas deixou claro que vai convocar Romário, ao reconhecer que a participação técnica do atacante do Vasco consegue suprir suas dificuldades de marcação e de se entender com os colegas em campo.
O treinador garantiu que o Brasil se classificará para a Copa e que ainda há tempo para a seleção voltar a ser a primeira em futebol. Felipão disse que terá autonomia total no seu trabalho e que não irá acumular o cargo com o de técnico do Cruzeiro.
O sucessor de Emerson Leão deu sua primeira entrevista coletiva como técnico da seleção na residência alugada pela CBF em Brasília, após ter seu nome confirmado oficialmente pelo presidente da entidade, Ricardo Teixeira. Felipão prometeu mudar a cabeça do jogador de futebol brasileiro, por entender que sobra profissionalismo neles, mas falta um pouco de amadorismo. Quem quer, vestirá a camisa, quem não quer, ficará fora, explicou. Segundo ele, o volante César Sampaio, hoje no futebol espanhol, é um exemplo de como se joga futebol profissional com amor.
Seu primeiro ato como técnico da seleção foi o vestir o agasalho azul da equipe. O gesto foi entendido como o fim do procedimento adotado por seus antecessores, Luxemburgo e Leão, que entravam em campo trajando terno. É o início de uma outra fase da seleção. Felipão afirmou que o uso do agasalho é para ele uma maneira de se identificar com os atletas, os patrocinadores e o público.
Apesar de não ter adiantado nenhum nome de lista que será divulgada nesta quarta-feira, Scolari revelou o perfil dos jogadores com quem ele deseja trabalhar: vencedor e que tenha o espírito de união e de brasilidade. O treinador citou como exemplo o tenista Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros. Perfil de derrotado não adianta nada, frisou.
Felipão revelou que Guga tem tudo aquilo que um jogador de futebol precisa mostrar. Ele define estratégias, tem carisma, demonstra amor, gosta do que faz, exemplificou. Precisamos mostrar aos torcedores que nós gostamos deles.


