Felipão nega influência de dinheiro em sua decisão
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quarta-feira, 07 de agosto de 2002
Agência Folha 
Porto Alegre - O técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, contestou ontem informações segundo as quais ele poderia se recusar a permanecer no cargo por uma questão financeira, pois estaria pedindo R$ 500 mil mensais. De acordo com Scolari, o fim do seu ciclo não teria motivação financeira.
''Quem inventou isso é uma pessoa que não tem cérebro. Quando fui para a seleção, eu ganhava mais no Cruzeiro (seu último clube). Nunca falei sobre dinheiro, nunca'', afirmou o treinador, em entrevista coletiva durante homenagem que recebeu na sua cidade natal, Passo Fundo (RS).
''Vou conversar com o presidente (da CBF, Ricardo Teixeira) na sexta-feira. Não adianta eu ter um projeto de sair ou ficar. É ele quem vai dizer o que acha mais correto, e eu vou, depois disso, dialogar. Aí, como duas pessoas que têm uma amizade tão grande, diremos um ao outro que acha isto ou aquilo.''
O adiamento da reunião com Teixeira, prevista para a última segunda-feira, ocorreu em razão da morte do filho do preparador físico da seleção e do Grêmio, Paulo Paixão. Foi Scolari quem ajudou o amigo a providenciar o funeral. Sexta-feira, segundo ele, foi o dia escolhido pelo presidente da CBF para os dois conversarem.
A reportagem apurou com amigos de Scolari que a tendência é a não-permanência do treinador na seleção brasileira.
O principal problema seria o fato dele acreditar que o projeto a ser implementado deve ter como objetivo final a Copa do Mundo, daqui a quatro anos. Talvez fosse melhor uma renovação, para ele e para a seleção. Por isso, o interesse em ouvir o que pensa Teixeira.
O treinador recebeu convites do exterior, incluindo outras seleções. É possível que negocie com alguma delas e assuma novos desafios.
Ronaldo O treinador adiantou que vai procurar o atacante Ronaldo assim que chegarem a Fortaleza para o jogo festivo pela conquista do penta, dia 21. Objetivo: esclarecer o que define como um ''mal-entendido'' havido entre os dois.
Scolari se refere ao fato de ter dito que o atacante não rende mais 100% do que rendia antes das sucessivas lesões das quais foi vítima nos anos que antecederam a Copa. O treinador diz considerar o jogador ''como um filho''.


