Felipão nega favoritismo
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quinta-feira, 13 de junho de 2002
Agência Folha 
Suwon De uma só tacada, o técnico Luiz Felipe Scolari alfinetou as potências eliminadas da Copa e valorizou as zebras que o Brasil poderá enfrentar nas próximas fases da competição. Quem ficou teve mais qualidade do que quem saiu. Os mais difíceis de enfrentar são os que continuam, disse, ao ser questionado sobre o caminho suave que o Brasil poderá ter após a eliminação já na primeira fase de França e Argentina, duas das favoritas.
Apesar do ótimo aproveitamento brasileiro na primeira etapa, Scolari disse que a sua seleção continua não sendo favorita, mas uma das que têm chances de conquistar o título mundial.
A principal queixa do técnico recaiu sobre o relaxamento da marcação dos atacantes e de parte dos jogadores do meio-campo depois que a vitória parecia garantida. Em determinados momentos do jogo, relaxamos com o placar, ficamos muito tranquilos e deixamos a pegada só para a defesa e o meio. Além disso, analisou Scolari, a Costa Rica fez roleta russa, pôs três atacantes de uma só vez no segundo tempo, dificultando a marcação da seleção.
Como castigo, ele irá exibir aos jogadores os primeiros 15 minutos e os 15 minutos finais do jogo contra a Costa Rica, que considerou os pontos alto e baixo do time. Além do vídeo, o treinador, que deu nota 7 para seu time, vai insistir na correção do posicionamento defensivo até o jogo das oitavas, na próxima segunda-feira. Eu acredito que, nas oitavas, a defesa vai se comportar como a gente gosta, afirmou.


