Felipão não muda esquema tático
No treino coletivo da seleção, o único antes do jogo contra a Bélgica, Scolari promoveu a volta ao time principal dos três jogadores que haviam ficado de fora da partida diante dos costarriquenhos. Ronaldinho e Roque Júnior, que tiveram seus cartões amarelos zerados, e Roberto Carlos, que foi poupado por estar com dores musculares contra a Costa Rica, entraram nas vagas de Edílson, Ânderson Polga e Júnior, respectivamente.
Edmílson, que foi titular na partida de estréia da seleção, contra a Turquia, havia perdido a posição no segundo jogo, quando Polga foi o escolhido. Mas o gol que marcou contra os costarriquenhos e a atuação melhor que a do zagueiro gremista garantiram um lugar no time titular a Edmílson.
A capacidade de chegar à frente do jogador foi decisiva para a opção do técnico, que admite utilizar o jogador do Lyon (França) como uma espécie de segundo volante, jogando à frente da zaga.
O vencedor deste confronto terá nas quartas-de-final o ganhador do duelo entre Dinamarca e Inglaterra, que se enfrentam hoje. A partida que valerá uma vaga às semifinais está prevista para o próximo dia 21.
Se por um lado o Brasil teve uma campanha tranquila na primeira fase, com três vitórias, 11 gols marcados e três sofridos, os belgas obtiveram uma classificação sofrida no Grupo H. Terminaram em segundo lugar, na chave que teve o Japão como campeão, graças a uma vitória suada por 3 a 2 contra os russos.
A vantagem dos europeus é que eles seguem no Japão, país onde disputaram a primeira fase. Já o Brasil teve o desgaste da viagem da Coréia até o país nipônico, que durou cerca de três horas entre locomoções por avião, trem e ônibus. (Agência Folha)





