São Paulo - O técnico Luiz Felipe Scolari levou a seleção brasileira ao título da Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, com um grupo marcado pela união, que foi apelidado de Família Scolari. Nove anos depois, sem estrelas como Ronaldo e Rivaldo, mas com um companheirismo invejável, o elenco do Palmeiras parece estar disposto a criar uma nova geração da Família Scolari. As palavras que mais se ouvem saindo das boca dos atletas palmeirenses é união e amizade. Percebe-se que isso não é dá boca para fora.
''Ter um relacionamento bom entre os jogadores fora de campo, como temos, ajuda muito a ter liberdade para falar, dar uma dura ou ouvir uma crítica. O que acontece em campo acaba ali. Fora dele é só amizade'', disse o atacante Kléber, que acha o elenco atual melhor que o de 2008, que conquistou o Campeonato Paulista, último título do Palmeiras. ''Não temos a mesma qualidade técnica daquele time, mas compensamos com uma vontade e determinação que não tínhamos. Todo mundo corre por todo mundo.''
O segredo para conseguir ter o elenco na mão é simples. Felipão os trata como se eles fossem mais importante do que qualquer coisa. Críticas de dirigentes, imprensa ou torcedores, o treinador filtra e desdenha de toda forma possível. ''Aqui a gente corre junto. A equipe está confiante e melhorando o entrosamento a cada jogo'', disse o comandante palmeirense.
Durante os treinamentos, muitas vezes os atletas parecem mais crianças do que profissionais. Não param de brincar um minuto. E as gozações se espalham até mesmo virtualmente. Kléber e Valdivia já trocaram diversas vezes provocações via Twitter.
Mas todas as brincadeiras são deixadas de lado quando Felipão fala. Nesse momento, o silêncio é absoluto. Como se o pai estivesse dando recomendações para os filhos. ''Com ele não dá para brincar. Só os mais velhos tem moral para isso'', disse Patrik.
Tanta amizade acaba salvando a pele da diretoria. O Palmeiras não paga bicho (prêmio extra) para os atletas ao longo do Paulistão e da Copa do Brasil. Pagou apenas para vencer o clássico contra o Santos.
A nova ''Família Scolari'' tem hoje a chance de terminar a fase de classificação do Campeonato Paulista na liderança. Basta uma vitória sobre a Ponte Preta, em Campinas. Em caso de tropeço, torce para o São Paulo não vencer o Oeste.





EM CAMPINAS

Ponte Preta

Bruno; Diego Jussani, Wellington e Ferron; Guilherme, Josimar, Lucas, Renan e Uendel; Renatinho e Tiago Luis. Técnico: Gilson Kleina

Palmeiras

Deola; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Chico (João Vitor), Marcos Assunção, Tinga e Luan; Adriano e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Árbitro: Salvio Spinola
Estádio: Moisés Lucarelli
Horário: 16 horas

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