São Paulo - Luiz Felipe Scolari gosta de frisar que a disciplina é um dos aspectos de caráter mais importantes dos jogadores com os quais trabalha. Tanto que tem até uma cartilha informal sobre o comportamento que considera ideal no relacionamento com os atletas. Mas, pelo menos por enquanto, não se sabe o que pensa a respeito da cabeçada que Djalminha deu em Javier Irureta, técnico do Deportivo La Coruña, no treino de quarta-feira. O responsável pela seleção brasileira foi contatado pela reportagem por telefone, em Porto Alegre, mas estranha interferência no celular interrompeu a conversa quando o assunto foi o gesto de Djalminha.
‘‘Não estou ouvindo direito’’, afirmou Felipão, ao mesmo tempo em que emendou que estava no trânsito. ‘‘Ligue mais tarde.’’ Daí em diante, a ligação caiu apenas em caixa postal. Novas tentativas foram feitas por meio de sua assessoria pessoal – a mesma de Djalminha –, igualmente sem sucesso.
Djalminha também tratou de apagar o incêndio. Depois de perceber a repercussão negativa que teve a atitude descontrolada, ligou para Felipão, para dar sua versão. Não se sabe o que lhe disse o treinador. O segundo ato de Djalminha ocorreu na manhã de ontem. Antes do treino, Irureta reuniu-se com Paco Mello, seu auxiliar direto, mais Mauro Silva e Fran, capitão do time. Os quatro chamaram Djalminha e conversaram a respeito da agressão. Após o coletivo, houve nova reunião, a portas fechadas no vestiário, com o restante do elenco. ‘‘O assunto foi esclarecido’’, garantiu Djalminha. ‘‘Falamos sobre o assunto, pedi desculpas a meus companheiros por tudo o que aconteceu’’.

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