Felipão em "casa"
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Enviado especial Eduardo Mendes EM LONDRES (ING) <br>[email protected]. 

Luiz Felipe Scolari não guarda mágoas do Chelsea. Ainda em Genebra, na véspera do jogo contra a Itália, ele se mostrava ansioso pelo retorno ao Stamford Bridge. Amparado pelo aproveitamento satisfatório no estádio quando comandou os Blues, o técnico busca a primeira vitória desde que voltou à Seleção, hoje, às 16h30, contra a seleção da Rússia.
Em pouco menos de sete meses, entre 2008 e 2009, Felipão venceu dez dos 19 jogos disputados no estádio e foi superado somente três vezes, duas delas em clássicos locais. Destaque para os 100% de aproveitamento nos confrontos em casa pela Liga dos Campeões. No fim, um desempenho de 63,1% dos pontos conquistados.
O índice é próximo do aproveitamento geral na passagem pelo clube inglês, que foi de 68% em 41 partidas. No dia 7 de fevereiro, demitido após o empate com o Hull City, o treinador deixava os Blues classificado para as oitavas da Liga dos Campeões e da Copa da Inglaterra e quarto colocado na Liga Inglesa.
Resultados, na visão do treinador brasileiro, que descartam qualquer tipo de trauma em reencontrar a torcida e o clube.
- A passagem foi excelente. Gostei muito da recepção da torcida e dos ingleses. É um dos melhores campeonatos do mundo para se disputar e o Chelsea tem um centro de treinamentos espetacular - destacou Felipão.
Elogios que, pelo menos publicamente, superaram os bastidores da saída. O extracampo com o boicote de alguns líderes, entre eles Drogba, Anelka e Michael Ballack, e a relação do russo Roman Abramovich, dono do clube, com alguns desses jogadores foram minimizados pelo treinador.
Episódios esquecidos que sequer ganharam o apreço de Felipão quando falou sobre a volta ao estádio:
- Vou reviver na minha memória situações muito boas ao voltar à Inglaterra. Encontrar amigos é um motivo de alegria para mim.
Satisfação cercada também por coincidências. Afinal, o caminho Genebra/Londres foi o mesmo percorrido pelo treinador quando ele deixou o comando de Portugal para ser anunciado pelo Chelsea. Negociação sacramentada na época em que os portugueses disputavam a Eurocopa de 2008 na cidade suíça.



