Felipão e Ferguson têm métodos de trabalho parecidos
Agência Folha
De Tóquio, Japão
Mantendo a sua tradição, Luiz Felipe Scolari e Alex Ferguson deixaram para anunciar só hoje a escalação oficial dos seus times. O técnico do Palmeiras não divulgou se colocará Asprilla ou Evair ao lado de Paulo Nunes no ataque. Dependendo da movimentação do primeiro tempo, Oséas e Euller têm boas chances de entrar na segunda etapa.
Do lado inglês, são muitas as indefinições: quem será o substituto de Berg na zaga (Phil Neville ou Mickael Silvestre) e, no meio-campo, se jogará Nicky Butt ou Paul Scholes. Butt, que tinha a preferência de Ferguson, machucou o punho direito no treino de anteontem e está com o braço enfaixado. Por fim, no ataque, a dupla mais provável é formada pelos reservas Sheringham e Solkskjaer, autores dos gols contra o Bayern de Munique, da Alemanh e, que deram o título da Copa dos Campeões ao Manchester este ano. O titular Yorke, que, segundo a versão oficial, está com dores nas costas, pode ser a surpresa.
No caso de Ferguson, mestre nas artimanhas para confundir os adversários, a indefinição também é causada por falta de opção, já que ele deixou os titulares Berg e Cole, na Inglaterra.
Além dos métodos de trabalho parecidos, Scolari e Ferguson têm em comum a estabilidade no cargo. O inglês treina o Manchester há 13 anos, enquanto o brasileiro comanda o Palmeiras há dois anos e meio. Embora tenha elogiado o colega (É um vencedor nato. Tem comando, disciplina, personalidade, e é por isso que está há 13 anos à frente do Manchester), Scolari não demonstrou a mesma boa vontade com a imprensa inglesa. As perguntas feitas pelos jornalistas tiveram respostas gélidas e mal-humoradas.





