O gaúcho Luiz Felipe Scolari, técnico do Cruzeiro, confirmou ontem que não pretende, atualmente, dirigir a seleção brasileira e disse que ‘‘seria empecilho para muita coisa’’, caso se tornasse o treinador da seleção.
‘‘Eu gostaria de ajudar, mas acho que, nesse momento, 50% de jornalistas e 50% de outras pessoas não gostariam de me ver na seleção, porque eu ia ser um empecilho para muita coisa. Só falo isso’’, disse.
O técnico deu as declarações ao lado do presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, durante entrevista coletiva. Perrella voltou a afirmar que recebeu na noite de sábado um telefonema do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, que teria sondado a situação de Scolari no Cruzeiro.
‘‘Ele pediu os telefones do Felipe e me fez perguntas em relação ao contrato dele. Na minha avaliação, se ele pediu o telefone, era para conversar sobre proposta de trabalho’’, disse Perrella. ‘‘Se ele me telefonou, não me encontrou, nem eu telefonei para ele, porque já tinha dado minha resposta ao presidente. Meu presidente é o Zezé Perrella, só tenho que dar explicações a ele’’, declarou o técnico.
Scolari apresentou três motivos que o teriam levado a não aceitar um possível convite para substituir Wanderley Luxemburgo: além de achar que seria ‘‘um empecilho para muita coisa’’, o técnico afirmou que pretende cumprir o contrato de 28 meses que ainda tem com o Cruzeiro e disse que se adaptou muito bem a Belo Horizonte.
‘‘Planejei minha vida familiar vindo com meus filhos e esposa para cá, não tenho por que mudar. Eu adoro isso aqui, me sinto bem, minha família se sente bem. O Cruzeiro me deixou à vontade, estou satisfeito da vida e muito mais tranquilo do que vivia’’, disse.
Sobre o peso que a mulher, Olga, teve na decisão, Scolari declarou que ela tem papel fundamental em todas as suas decisões. ‘‘O cara que disser que a esposa não tem papel fundamental, casa com outra, troca. Ela fez uma opção por Minas, quando eu tinha possibilidade de escolher Minas, Rio ou Paris’’, disse, referindo-se ao período em que deixou o Palmeiras.
Scolari é o preferido de grande parte dos torcedores para substituir Wanderley Luxemburgo, demitido oficialmente ontem pela CBF.

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