São Paulo - O técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, que atualmente comanda a seleção portuguesa, convocou uma coletiva ontem para tentar encerrar as especulações de que será o técnico da Inglaterra a partir de julho, quando termina a Copa do Mundo-2006. Ele seria o substituto do sueco Sven-Goran Eriksson, que deixará o cargo após o Mundial.
  O principal executivo da FA (a federação inglesa), Brian Barwick, esteve quinta-feira em Lisboa para oferecer o cargo a Scolari. Retornou a Londres e disse que a entidade ‘‘está conversando com o Luiz Felipe, como parte do processo de seleção do novo técnico’’.
  Scolari, pentacampeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, na Copa da Coréia do Sul e Japão, está na Alemanha visitando o local onde sua seleção ficará concentrada. ‘‘Não serei técnico da Inglaterra, pois a FA ainda vai escolher um nome e o meu não estará entre as possibilidades. Fico feliz por terem considerado meu nome, mas neste momento quero colocar um ponto final neste assunto’’, avisou Scolari.
  Segundo o técnico brasileiro, o mais importante agora é a campanha portuguesa na Copa do Mundo. Portugal está no grupo D, ao lado de México, Irã e Angola – a estréia será dia 11, contra Angola, em Colônia. ‘‘Vamos seguir juntos, vamos para o Mundial e seguir com o que fizemos na Eurocopa 2004 (na ocasião, os portugueses chegaram na final e perderam para a Grécia)’’, disse Scolari.
  O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail, disse ter ficado satisfeito com a decisão. ‘‘Nós ficamos contentes, mas a permanência dele nunca esteve em questão. O que está em questão é o seu futuro’’, explicou Madail, lembrando que Scolari tem contrato com Portugal até 31 de julho.
  Madail disse ainda ter certeza de que Scolari tomará a decisão correta após o encerramento de seu contrato. ‘‘Ele sabe como lidar com seu futuro e isso é muito importante’’.

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