Felipão diz não ao convite da CBF
Luiz Felipe Scolari não aceita o convite da CBF para dirigir a seleção no amistoso contra a Coréia do Sul, no dia 20 de novembro. A proposta foi idealizada pelo presidente Ricardo Teixeira, para apagar a má impressão deixada na derrota para o Paraguai, em agosto, quando o amistoso serviu de palanque eleitoral para o candidato à presidência da República, Ciro Gomes.
Teixeira enviou um ofício a Felipão, com o pedido da federação coreana para que o treinador estivesse à frente da seleção brasileira no jogo. Scolari ainda não recebeu o documento da CBF, mas, mesmo com o apelo dos coreanos, não irá aceitá-lo.
A pessoas próximas, Felipão tem criticado a atitude de Teixeira. Para ele, o presidente da CBF não deveria tentar consertar o vexame do uso político do jogo contra o Paraguai e sim começar a traçar os planos e definir qual será o treinador da seleção.
Na despedida contra os paraguaios, Scolari disse que comandava o time por ainda vigorar seu contrato com a CBF. Agora, sem vínculo com a entidade, o treinador não se sente obrigado a dirigir o Brasil outra vez.
Felipão acha que o amistoso contra os coreanos deveria servir para começar o trabalho de seu sucessor.
Enquanto isso, Teixeira promete para o final do mês a definição do novo treinador, que sairia do desempenho dos times no Brasileirão. Antes de tentar convencer Felipão, o dirigente já havia pensado em homenagear Zagallo dando-lhe o posto contra a Coréia. A hipótese foi descartada após a revelação de que o técnico recebeu, em 1995, US$ 500 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) da Federação Líbia por um amistoso com o Brasil que nunca ocorreu. Além da Coréia, o Brasil deve fazer outro amistoso em dezembro.
Felipão embarca nesta semana para uma temporada de intercâmbio na Europa. A convite de alguns treinadores que conheceu durante a Copa do Mundo, o técnico brasileiro embarca para o continente iniciando seu projeto para realizar o sonho de tentar dirigir um time europeu no ano que vem.
Felipão vai acompanhar o jogo da Inglaterra contra a Eslováquia, no dia 12, pelas eliminatórias da Eurocopa de 2004 e depois deverá passar por clubes de outros países. O treinador só deverá retornar no final do mês. (Agência Lancepress!)





