São Paulo - Luiz Felipe Scolari disse não ao convite para voltar a treinar a seleção brasileira. Sorte dos veteranos que fracassaram na Copa da Alemanha. Em passagem por São Paulo para mais uma palestra, ontem, uma das suas atividades principais, o treinador da seleção portuguesa não citou nomes, mas foi claro ao dizer que a geração de Cafu, Roberto Carlos, Emerson e Ronaldo, campeã do mundo com ele em 2002, deve deixar o time nacional.
''A renovação é o caminho natural. Ninguém é eterno. O jogador tem que ser inteligente na hora de puxar o carro. Se não for, alguém tem que dar o stop neles'', disse o treinador, que citou o exemplo de Figo, que acaba de deixar a seleção portuguesa. ''Ele não tinha mais condições de jogar pelo clube, pela seleção e cuidar da família'', falou o treinador, que também apontou o meia como o craque da Copa da Alemanha.
Scolari confirmou que conversou com Ricardo Teixeira, o presidente da CBF, sobre a sua volta à seleção. Reconheceu que o carinho dos torcedores fez com que ele balançasse, mas fatores pessoais, incluindo a questão da segurança pública, pesaram. ''Foi uma sondagem, e não era o único nome. Por dois ou três dias conversei com minha família e decidi ficar em Portugal'', disse ele, que deixou aberto seu futuro a partir de 2008, quando acaba seu novo contrato com Portugal.
O gaúcho afirmou ainda que recebeu outros convites, que não descarta voltar a trabalhar em clubes e que pode deixar a seleção portuguesa, sem o pagamento de multa, imediatamente caso Gilberto Madail, o presidente da federação daquele país, deixe o cargo.

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