De terno e gravata bege, camisa branca e sapatos marrons, o gaúcho Celso Roth subiu no avião em Porto Alegre por volta de 12h30 de ontem. Às 15h40, em São Paulo, foi apresentado aos jornalistas na Academia de Futebol e correu para o vestiário. Depois de uma conversa de 40 minutos com os jogadores, já estava no campo, apito na mão, comandando o primeiro treino coletivo. O novo técnico do Palmeiras tem pressa em juntar os cacos. Na próxima quinta-feira, o time estréia na Libertadores da América contra o Universidad de Chile, no Parque Antártica, com a obrigação de vencer.
Roth mandou seu recado aos palmeirenses: ‘‘É importante a torcida ter consciência que o time não vai dar espetáculo. Quero agrupar a equipe e ganhar os três pontos. Essa é uma situação de emergência.’’ Ele não adiantou o time que pretende escalar, mas deixou claro que não abre mão de no mínimo dois volantes de marcação. É possível que Fernando, Galeano e Magrão sejam escalados para a partida de quinta-feira.
O tempo, palavra-chave na atual fase do clube, joga contra Roth, 43 anos, técnico que fez carreira no Sul, dirigindo Grêmio e Internacional e que ganhou fama de exigente e disciplinador. Ele sabe que a vitória na quinta-feira é fundamental, uma vez que, no domingo, o adversário será o São Paulo. ‘‘O futebol me ensinou que a prioridade em um grande clube é sempre o próximo jogo’’, disse o treinador.
Para o Palmeiras, hoje se encerra o prazo de inscrição de jogadores para a primeira fase da Libertadores. Até o final da tarde de ontem, ainda não havia acerto com o lateral-direito Arce, reforço pedido por Roth.
O zagueiro Alexandre Souza, 24 anos, ex-Atlético Mineiro e Cruzeiro, que veio por empréstimo do Vitória de Guimarães (Portugal), fez seu primeiro treino ontem, na Academia. Ele foi a última indicação de Marco Aurélio. Alexandre ficou impressionado com a preleção de Roth. ‘‘Ele expôs tudo o que quer, fala duro, olhando no olho. É estilo Felipão. Se quiser jogar com ele, tem de trabalhar.’’

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