São Paulo - O Palmeiras iniciou o ano com Luiz Felipe Scolari na bronca. O treinador pediu publicamente a contratação de reforços, sob a alegação de que o elenco era enxuto demais. E ele tinha razão. Tanto que nas primeiras atividades do ano muitas foram as vezes em que precisou reforçar o elenco com meninos da equipe B para poder completar dois times e realizar um coletivo. Mas a situação agora é outra, totalmente diferente.
''Hoje eu posso fazer algumas mudanças táticas por ter mais opções, principalmente do meio para a frente'', comemorou o treinador, que pouco a pouco recebe mais jogadores em seu plantel. O último foi o atacante Miguel, único centroavante dentre os 30 atletas que fazem parte do elenco principal.
Para o jogo contra o Mogi Mirim, neste domingo, em Mogi Mirim, pela nona rodada do Campeonato Paulista, o treinador tem à disposição 26 atletas. Os desfalques são Dinei e Pierre, machucados, e Miguel e Lincoln, fora de forma. Valdivia tem boas chances de pelo menos ficar no banco de reservas. ''Isso facilita a vida do professor e aumenta a concorrência. Quem ganha com o elenco maior é o Palmeiras'', aprovou o zagueiro Maurício Ramos.
Felipão espera ainda pela chegada de pelo menos mais dois reforços: um meia e um atacante de área. A dificuldade em trazê-los é grande, por causa da situação financeira que o clube vive. O presidente, Arnaldo Tirone, admite a dificuldade, mas não joga a toalha. ''Estamos atentos ao mercado e não vamos desistir''.

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