São Paulo - A defesa do Palmeiras tem sido o ponto forte do time, que nesta temporada sofreu apenas três derrotas. Mas o sistema defensivo está prestes a perder um de seus principais jogadores e Felipão ainda não achou um substituto. Faltando apenas 15 dias para Danilo ir para a Udinese, na Itália, o clube ainda não tem um nome para preencher a vaga.
A diretoria até tentou buscar um jogador capaz de chegar e assumir a responsabilidade. Henrique era o nome, mas a contratação do beque campeão paulista pelo clube em 2008 não deu certo. Parou no alto valor da multa rescisória e nos salários pedidos por ele para seguir os passos de seus colegas em 2008, Kléber e Valdivia, e voltar ao Palestra Itália.
Sem outras opções do mesmo calibre disponíveis no mercado, o Palmeiras momentaneamente desistiu de procurar. ''Não há no momento nenhum nome que se impõe. Mas essas coisas são pontuais. De repente aparece alguém e vem'', afirmou o vice de futebol Roberto Frizzo.
O jeito, pelo menos no curto prazo, será ser apostar em quem já está no elenco. Mas a pergunta é: em quem apostar? Aparentemente, Felipão ainda não decidiu. Depois que firmou Thiago Heleno como titular - é um dos jogadores em que mais confia -, o treinador não fez mais testes na zaga. E as opções no elenco não o empolgam. Maurício Ramos e Leandro Amaro já tiveram chances de jogar.
Leandro ficou marcado por ter atuado na pior partida que o Palmeiras fez em 2011, a goleada sofrida diante do Coritiba. E, para seu azar, naquela noite no Couto Pereira ele foi um dos piores em campo - falhou em pelo menos dois gols. Depois daquele dia, seu espaço no elenco diminuiu consideravelmente.
O caso de Maurício Ramos é curioso. Até o começo da temporada ele era titular e homem de confiança de Felipão - a ponto de o técnico autorizar o clube a negociar Danilo. Mas o ele perdeu espaço justamente para Thiago Heleno.
Liderança
Quando surgiu a informação de que Marcos Assunção estaria irritando atletas do Palmeiras por levar informações do grupo ao técnico Luiz Felipe Scolari, vários colegas saíram espontaneamente em sua defesa.
O goleiro Marcos foi um dos que elogiaram o caráter do companheiro e pediram a sua permanência. Agora de contrato renovado, o volante vem expondo a liderança que já era bastante valorizada internamente.
Assunção deixou clara a sua responsabilidade no elenco no último fim de semana. Batendo boca com membros da Mancha Verde para defender Luan, comprou uma briga que teoricamente não precisava. ''O cara é um líder'', resumiu Chico, que chegou recentemente ao clube, mas não demorou a entender que a importância do camisa 20 não se resume às suas batidas de falta.

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